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5 reflexões importantes sobre maternidade da série “All Her Fault”
Se você ainda não assistiu a série “All her fault”, coloque na sua lista. Mas um aviso: separe um tempo e se prepare, porque é muito difícil resistir ao impulso de maratonar os oito episódios de uma vez só. E vale cada segundo!
A trama começa com uma situação corriqueira, daquelas com as quais qualquer pai ou mãe se identifica facilmente. Marissa (Sarah Snooke) vai buscar o filho, Milo, 5 anos, depois de uma tarde de brincadeiras na casa de um amiguinho da escola. Ao chegar, descobre que aquele endereço não é da mãe com a qual o menino deveria estar. Chocada, percebe que não faz ideia do paradeiro do menino. A partir daí, o desespero toma conta da família.
A narrativa prende e, a cada capítulo, o espectador descobre novas camadas, que revelam o que pode estar por trás do dramático mistério. Mas não é só isso. “All her fault” escancara dramas vividos pela maioria das mães. São dificuldades, muitas vezes, invisíveis e difíceis de explicar, mas que aparecem nitidamente no cotidiano das famílias retratadas (não apenas da família central, mas nas outras também, se você prestar atenção). Assim, fica difícil não se comover e não se identificar.
Aqui, selecionamos cinco questões sobre a maternidade, que aparecem de forma gritante ao longo da obra:
- Não dá para fazer tudo sozinha, ainda que todos esperem isso de você
Um dos dilemas mais pesados das mães, nos dias de hoje: trabalhar como se não tivesse filhos e exercer a maternidade como se não trabalhasse. Conciliar filhos e carreira é uma missão dificílima, que leva ao esgotamento da saúde física e mental. A sensação é de que nunca fazemos nem uma coisa, nem a outra de forma satisfatória. O resultado? Culpa, culpa e mais culpa. “Estou cansada de ser incrível”, frase que surge em um diálogo entre a personagem Marissa e a amiga, Jenny, marca a série e gera identificação para qualquer mãe. Dá vontade de tatuar.
- Perfeição não existe (ainda bem!)
Diante da constatação de que é impossível executar todas as tarefas que esperam de você, fica claro: não dá para ser perfeita. Por mais que você tente cumprir as expectativas, sem deixar nenhum detalhe para trás, não tem como. Uma coisa é certa: você vai falhar. Algum pratinho (e às vezes mais) vai cair. E que bom! Controlar tudo não é viável e nem positivo – para você ou para o seu filho. Erre, aceite, corrija a rota, cometa outros erros. E ainda mais importante: deixe que seu filho aprenda a arriscar e a errar também.
- As mães continuam sobrecarregadas
Por mais que parte dos pais venha compreendendo a importância de manter um papel ativo, entender as necessidades das crianças, da família e da casa, este é um fenômeno ainda muito recente e restrito a algumas “bolhas”. Ainda assim, por mais prestativos que sejam alguns homens, as mães continuam sobrecarregadas. O “é só pedir que eu faço” ainda é real. A maior parte da carga, principalmente quanto ao gerenciamento de tarefas, ainda fica sobre os ombros delas. Isso passa pela cultura, pela sociedade, pela forma como somos ensinados a navegar pelo mundo, pelos papéis atribuídos a cada gênero. As transformações vêm acontecendo a cada geração, mas ainda há um longo caminho para que exista um equilíbrio minimamente justo. Será que temos esse tempo?
- Nem tudo é culpa sua
Já falamos de sobrecarga, expectativas irreais, pressão para a perfeição. Você também já sabe que alguns pratinhos vão cair. Mas um detalhe que faz toda a diferença é: nem sempre foi você quem derrubou ou largou aquele pratinho. A criação de uma criação e o gerenciamento de uma família não depende só da mãe. É preciso lembrar que há todo um contexto: social, econômico, arranjos, acontecimentos, circunstâncias, condições. Criar um filho não depende só da mãe. O ambiente e as ações de outras pessoas também entram na equação – e isso é bom!
- Mães são capazes de tudo pelos filhos. De tudo mesmo!
Mesmo com todos os desafios e ainda que estejamos todas cansadas de “sermos incríveis”, nós continuamos sendo. Quando se trata de um filho, mães tiram forças de onde não têm para fazer o necessário, o possível e até mesmo o impossível. Não se trata de romantizar, endeusar ou sobrecarregar ainda mais as mulheres, alçando-as ao famigerado e exaustivo papel de “guerreira”. Mas o amor por esses pequenos seres é, sim, capaz de nos levar a lugares que nunca conhecemos e que nunca achamos que seria possível existir.
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
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