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Zoológico de BH vai exigir comprovante de vacinação contra febre amarela
Com informações da PBH:
A partir do dia 2 de fevereiro, os visitantes do Zoológico de Belo Horizonte terão de apresentar comprovante de vacinação contra a febre amarela e documento de identificação pessoal para entrar no local. Desde o dia 23 de janeiro, Inhotim já vinha adotando exigência semelhante.
Entre os dias 27 de janeiro (sábado) e 1º de fevereiro (quinta-feira), o zoológico estará fechado ao público para que sejam feitas adaptações e reorganizações necessárias para garantir mais segurança aos animais e aos usuários.
A medida faz parte das ações conjuntas da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) para prevenção da febre amarela na cidade.
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A obrigatoriedade da comprovação da vacinação é uma medida tanto para segurança dos visitantes quanto do grupo de animais do zoológico. Os pequenos primatas do zoológico, mais susceptíveis à doença, estão sendo retirados da área de visitação do público. Já a partir do dia 2 de fevereiro, estarão fora da área de visitação as espécies de primatas bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó.
Em meio aos esforços de combate à febre amarela, é sempre importante destacar: os macacos não transmitem a doença aos humanos. No trabalho de prevenção eles são aliados, pois, quando contaminados, indicam que o local onde vivem pode ter um foco dos mosquitos transmissores infectados com o vírus. Assim, os macacos contribuem para os trabalhos de zoonoses na eliminação dos focos da doença e na elaboração das estratégias de prevenção, como isolamento de áreas.
Alerta: Não deixe que as pessoas agridam ou matem os macacos! Isso é crime ambiental e ainda atrapalha na identificação dos focos da doença!
Vacinação é importante ação preventiva
Em Belo Horizonte a vacina é aplicada para pessoas acima dos 9 meses e que ainda não tenham recebido nenhuma dose. Na situação atual, com circulação comprovada do vírus da febre amarela na Região Metropolitana e casos confirmados da doença em residentes no município, com transmissão ocorrida fora da capital, a vacinação também será aplicada em pessoas acima de 60 anos, gestantes e lactantes.
No caso de idosos, se necessária, a avaliação para receber a vacina pode ser feita por qualquer profissional de saúde. Inclusive os que atuam nas unidades básicas de saúde. Esta orientação segue determinação do Ministério da Saúde.
A vacina é contraindicada e não é aplicada nos seguintes casos:
– Crianças menores de 9 meses de vida
– Pessoas com alergia grave ao ovo ou outro componente da vacina
– Portadores de imunossupressão grave
– Pessoas em uso de corticoide em doses elevadas
– Portadores de doenças: lúpus, artrite reumatoide, doenças de Addison e do Timo (miastenia gravis, timona).
Cobertura vacinal contra febre amarela atinge 88% em Belo Horizonte
Mais 60 mil pessoas foram vacinadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, na mobilização realizada no último sábado, dia 20, quando todos os 152 Centros de Saúde e o Serviço de Atenção ao Viajante funcionaram para aplicar a vacina contra a febre amarela. A capital saiu de 83% de cobertura vacinal no final de 2017, para 88%, considerando a população estimada pelo IBGE em 2017. Em 2018 já foram vacinadas 134 mil pessoas.
A vacina contra a febre amarela é a principal forma de prevenção. Uma dose é o suficiente para proteção por toda a vida. A vacinação é feita nos 152 Centros de Saúde, de segunda a sexta, das 9 às 17 horas. Pessoas que irão se dirigir para sítios, chácaras, áreas de matas, trilhas rurais e cachoeiras, devem se vacinar com pelo menos 10 dias de antecedência.
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