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Seu filho não precisa sentar no colo do Papai Noel; 4 cuidados essenciais para crianças neurodivergentes
Para muitas famílias, encontrar o Papai Noel é um dos rituais mais esperados do Natal. A roupa vermelha, a barba branca, o clima de festa… No entanto, no caso de algumas crianças atípicas, sobretudo para as neurodivergentes, esse encontro pode ser desafiador. Além do personagem, há o excesso de infomações, o barulho, as filas longas e os ambientes lotados.
Segundo o neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil André Ceballos, diretor do Hospital São Francisco (SP), pequenas adaptações fazem toda a diferença. “Cada criança responde de maneira única aos estímulos do ambiente. Para crianças com TEA ou outras necessidades especiais, luzes intensas, sons altos e multidões podem gerar desconforto ou ansiedade. Por isso, planejar a experiência com antecedência é essencial”, explica.
Algumas iniciativas têm se preparado melhor para isso. Em São Paulo, por exemplo, há shoppings que oferecem horários especiais para crianças, adolescentes e adultos com TEA visitarem o Papai Noel em um ambiente mais calmo, com estímulos reduzidos. “Quando o espaço é pensado para acolher, famílias que antes evitavam esses passeios passam a se sentir seguras. O encontro deixa de ser tenso e vira, de fato, um momento feliz”, diz o especialista.
Mais do que seguir regras, o mais importante é olhar para a criança com sensibilidade e com respeito às suas individualidades, gostos e necessidades. Não adianta ter uma foto com o Papai Noel, se a criança se sentir incomodada ou estressada para que isso aconteça, certo? “Estar junto, acolher, respeitar limites e celebrar do jeito possível já é, por si só, o verdadeiro espírito natalino”, pontua o especialista.
Aqui, o neurocirurgião ensina algumas estratégias que podem tornar a experiência mais previsível e confortável para todos:
- Antecipe o que vai acontecer
Mostrar fotos, vídeos curtos do Papai Noel e do local da visita são atitudes que ajudam a criança a entender o que esperar. “Criar previsibilidade reduz a ansiedade. Histórias sociais, que explicam passo a passo como será o encontro, também são muito eficazes, especialmente para crianças neurodivergentes”, orienta o especialista. - Escolha o horário certo
Sempre que possível, opte por horários mais tranquilos ou sessões adaptadas, com menos pessoas, som mais baixo e iluminação reduzida. Evitar a sobrecarga sensorial torna a experiência mais segura e prazerosa”, diz o médico. - Respeite o tempo da criança
Nem toda criança vai querer se aproximar de imediato, e está tudo bem. “Algumas precisam observar de longe, entender quem é aquela figura, se sentir seguras antes de chegar perto. Forçar o contato pode transformar um momento que deveria ser bonito em algo angustiante”, alerta. - Tenha um plano B
Às vezes, o encontro simplesmente não acontece naquele dia. E isso não significa fracasso. “Pode ser tirar uma foto com a decoração, passear pelo espaço ou voltar outro dia. O objetivo não é cumprir um ritual, mas criar uma memória positiva”, reforça Ceballos.
Canguru News
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