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Se você tem medo do primeiro encontro entre seus filhos, veja o que aconteceu com Theo e Cecília e viralizou nas redes sociais
Se tem uma cena que faz qualquer mãe derreter é ver o amor entre irmãos nascendo bem ali, diante dos nossos olhos. E, outro dia, eu me peguei chorando vendo justamente isso: o vídeo em que Theo, de 4 anos, conhece a irmãzinha Cecília na maternidade. A mãe dele, a influenciada Luana Civitanova, de Mogi-Guaçu, aguardava ansiosamente pelo momento e, olha, impossível assistir sem se emocionar.
Theo entra no quarto devagar, com aquele cuidado que só as crianças realmente sentem. Ele chega perto do bercinho, respira fundo, dá um passinho tímido e diz, todo orgulhoso: “Cecília, seu irmão chegou!”. Depois, toca a mãozinha dela com a ponta dos dedos e sussurra: “Oi, Cecília… Oi, lindinha”. É quase um convite para o coração da gente derreter.
Claro, a internet veio abaixo. Nos comentários, muita gente falando sobre a doçura, o cuidado, o carinho. Mas, como mãe, eu também enxerguei outra coisa ali: o quanto esse momento é enorme para o filho mais velho e o quanto nós, adultos, temos a responsabilidade de torná-lo seguro, leve e cheio de acolhimento.
Assista ao vídeo:
Porque, apesar da fofura, a verdade é que a chegada de um irmão pode ser um terremoto emocional. É novidade, é disputa, é curiosidade, é ciúme, é amor. Tudo ao mesmo tempo. E por mais que a gente tente, não dá para controlar como eles vão reagir. Cada criança tem seu tempo e suas emoções.
Mesmo assim, algumas atitudes nossas ajudam muito a preparar esse encontro tão simbólico. Aqui vão cinco passos que deixam tudo mais leve e fortalecem o vínculo desde o início:
- Conversar antes, sem fantasia e sem pressão
Envolver o mais velho na gestação faz diferença. Explicar como são os bebês, o que eles fazem e o que ainda não fazem, como a rotina vai mudar… tudo isso ajuda a criar um cenário realista e acolhedor.
- Primeiro, o reencontro com a mãe
Na maternidade, a dica é simples: abrace, converse e receba o filho mais velho antes de dar à luz o bebê. Ele precisa sentir que continua pertencendo e que o amor dele não foi substituído.
- Nada de frases que pesam
Evite cobranças do tipo “agora você precisa ajudar” ou “precisa cuidar do bebê”. Eles não precisam assumir responsabilidade emocional nenhuma. Só preciso ser crianças.
- Deixar participar se quiser
Um convite leve para pegar uma fralda, cantar uma música, escolher uma roupinha. Pequenas participações criam vínculo, mas sempre no ritmo da criança, sem obrigar.
- Manter os rituais do mais velho
A história antes de dormir, aquele lanche especial, o tempinho a sós com a mãe ou com o pai. Nada disso pode desaparecer. Essa continuidade é o que dá segurança.
No fim, o vídeo do Theo e da Cecília é mais do que um momento fofo. É um lembrete bonito de que o amor entre irmãos é construído, cultivado com calma, acolhimento e presença. E que, quando a gente prepara esse terreno com carinho, a cena que nasce é exatamente essa: leve, doce e cheia de ternura.
Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Ministério da Saúde, Associação Brasileira de Psicologia (ABP)
Canguru News
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