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Por que os pais não devem expor seus problemas aos filhos pequenos
Da redação

No papel da vilã Elvira, da novela Novo Mundo, exibida na faixa das seis horas, pela Rede Globo, a atriz Ingrid Guimarães assumiu a maternidade do garoto Quinzinho, representado pelo ator Théo Lopes, de 5 anos. No enredo, Elvira passa a cuidar de Quinzinho depois que a mãe do garoto, sua prima, falece. Longe de ser uma boa referência para o filho, Elvira compartilha com ele os seus problemas, discute com o suposto pai do menino na frente da criança e ainda se queixa dele para o filho.
Se na ficção a história de folhetim assume um tom cômico e chega a ser engraçado, na vida real não é recomendável que os pais exponham seus problemas aos filhos, principalmente se eles são menores de dez anos.
“A criança pequena precisa ver os pais como um modelo, uma pessoa forte e enfrentadora, algo como o super-homem e a super-mulher”, explica a psicóloga Ana Maria Trapé Trinca, professora do Departamento de Psicodinâmica, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Para Ana Maria, crianças de até oito anos não têm estrutura para enfrentar situações em que os pais expõem os seus problemas, brigam entre si na frente da criança e a usam como depositária de suas angústias. Isso pode afetar negativamente o processo de desenvolvimento do filho, fazendo com que ele cresça acreditando que tais comportamentos são uma boa referência e devem ser reproduzidos, explica a psicóloga.
Ela diz que os mais velhos, entre oito a dez anos, podem aos poucos começar a participar de modo pontual da vida dos pais. “A mãe pode explicar que não vai comprar o tênis que o filho quer, porque não tem dinheiro no momento. Isso permite que a criança acompanhe e se ajuste à realidade de vida que os pais vivem”, finaliza Ana Maria.
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
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