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Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna: UNICEF alerta para o tema em meio à pandemia
Dia 28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. E também é o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher. A mortalidade materna, que pode ser considerada um indicador da saúde das mulheres, se refere àquelas que morrem durante a gravidez ou então nos 42 dias após darem à luz.
Reportagem do Universa, do portal UOL, afirma que, no Brasil, entre 1996 e 2018, houve 39 mil óbitos maternos – 92% deles, evitáveis. De 2015 a 2018, o país registrou 85.433 óbitos de crianças de até um ano de vida acometidas por afecções originadas no período perinatal (como problemas relacionados ao trabalho de parto) e que também poderiam ter sido evitados. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 2,8 milhões de gestantes e recém-nascidos morrem a cada ano no mundo, a maioria por causas evitáveis – o que pode ser agravado em meio à pandemia do novo coronavírus.
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Neste mês, o UNICEF fez um alerta em relação à pandemia de covid-19, infecção respiratória causada pelo coronavírus, e às medidas de contenção da doença: tudo isso poderia atrapalhar serviços de saúde vitais, como a assistência ao parto, por exemplo, o que colocaria milhões de gestantes e seus bebês em grande risco. Ou seja, as grávidas e os bebês nascidos durante a pandemia de covid-19 estariam ameaçados pelos sistemas de saúde sobrecarregados e pelas interrupções nos serviços.
O UNICEF destacou que os países precisam garantir que as mulheres ainda tenham acesso aos serviços de pré-natal, parto e pós-parto e que recém-nascidos doentes tenham acesso a serviços de emergência, pois apresentam alto risco de morte. O órgão também ressalta a importância de que novas famílias tenham apoio para iniciar a amamentação e obter medicamentos, vacinas e nutrição para manter seus bebês saudáveis.
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São esperados 116 milhões de nascimentos nos nove meses seguintes à declaração da covid-19 como pandemia, que foi feita no dia 11 de março. Por isso, a importância de governos e doadores manterem os serviços vitais para grávidas e recém-nascidos. O Brasil está entre os 10 países com maior número esperado de nascimentos neste período – a estimativa é que sejam 2,3 milhões.
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Heloisa Scognamiglio
Jornalista formada pela Unesp. Foi trainee do jornal O Estado de S. Paulo e colaboradora em jornalismo da TV Unesp. Na faculdade, atuou como repórter e editora de internacional no site Webjornal Unesp e como repórter do Jornal Comunitário Voz do Nicéia. Também fez parte da Jornal Jr., empresa júnior de comunicação, e teve experiências como redatora e como assessora de comunicação e imprensa.
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