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Menopausa também muda a sua pele: entenda o que acontece e saiba quais são as melhores soluções
Ondas de calor, cansaço, esquecimento… Todos são sintomas conhecidos da perimenopausa. Mas você sabia que, nesta fase, a pele também é completamente afetada? Ela tende a ficar mais seca e fina, enquanto alterações relacionadas ao colágeno e à sustentação dos tecidos podem modificar até o contorno do rosto.
Não, envelhecer não é um problema que precise ser “corrigido”. Para a enfermeira estética e biomédica estética Daiany Rodrigues Freire, o desafio dos tratamentos estéticos nessa fase é entender o que está mudando sem tentar encaixar todas as mulheres em um padrão de beleza único.
“Uma mulher não chega à menopausa e, de repente, precisa parecer dez ou vinte anos mais jovem. O objetivo deve ser cuidar daquele rosto respeitando sua história, suas proporções e sua identidade. Um bom resultado não deveria fazer alguém perguntar qual procedimento ela fez, mas perceber que ela está bem, descansada e com uma aparência saudável”, afirma.
Afinal, por que o rosto muda na menopausa?
A transição para a menopausa é marcada pela redução dos níveis de estrogênio, hormônio que também participa de processos relacionados à saúde e às características da pele. Nesse período, podem ocorrer mudanças na hidratação, elasticidade, espessura e produção de colágeno. Segundo Daiany, o envelhecimento facial não acontece somente na superfície.
Ao longo dos anos, diferentes estruturas do rosto passam por transformações. Pele, tecido adiposo, musculatura e estruturas de sustentação podem sofrer mudanças que, juntas, modificam a aparência e o contorno facial.
“É por isso que tratar somente uma ruga ou preencher um sulco nem sempre entrega naturalidade. Muitas vezes, aquela marca que aparece na superfície é consequência de transformações que estão acontecendo em outras estruturas. Precisamos olhar para o rosto inteiro antes de decidir o que realmente precisa — ou não precisa — ser tratado”, explica.
Com a perda de volume associada ao envelhecimento, os preenchimentos faciais se tornaram uma alternativa bastante procurada por mulheres que desejam recuperar determinadas características do rosto. O problema, segundo a especialista, é que a busca pelo rejuvenescimento começa a seguir uma fórmula única: os mesmos pontos são preenchidos, as mesmas proporções são perseguidas e características individuais acabam sendo deixadas de lado.
O resultado pode ser justamente o oposto do que muitas mulheres procuram: um rosto que parece artificial ou que segue um padrão semelhante ao de tantos outros.
“Não existe um formato de rosto ideal para todas as mulheres. Quando usamos a mesma lógica, os mesmos pontos e tentamos chegar às mesmas proporções em pessoas diferentes, começamos a apagar características individuais. Estética não deveria fabricar um rosto novo”, afirma a especialista.
Em alguns casos, o preenchimento facial pode ser indicado, mas ela explica que é importante entender quando há, de fato, perda de volume ou alteração estrutural que justifique sua utilização.
Uma avaliação individualizada pode indicar que a principal necessidade está na qualidade da pele, e não na reposição de volume. Dependendo das características e necessidades de cada paciente, podem ser considerados tratamentos voltados à bioestimulação e regeneração, tecnologias, microagulhamento, radiofrequência microagulhada e laser de CO₂ fracionado, entre outras possibilidades.
O ácido hialurônico também pode ser utilizado quando existe indicação para reposição estrutural. A escolha do tratamento depende da avaliação profissional, das características individuais e das indicações e contraindicações de cada técnica.
A lógica, explica Daiany, é evitar que o volume seja usado como resposta para qualquer alteração percebida no rosto. “Se existe alteração de pele, tratamos pele. Se existe perda de sustentação, avaliamos sustentação. Se realmente existe uma perda estrutural que justifique reposição, ela deve ser feita de maneira precisa. Não é preencher por preencher”, defende.
Você não precisa parecer décadas mais jovens e isso, inclusive, já saiu de moda. Para a especialista, a estética voltada às mulheres maduras passa cada vez mais pela preservação da identidade, das proporções, dos movimentos e da expressão facial.
O tratamento pode ser uma escolha para quem deseja cuidar da pele ou suavizar alguma característica que incomoda, mas o objetivo não é – ou, pelo menos, não deveria ser –transformar completamente as feições.
“A naturalidade não é deixar de cuidar. É saber até onde ir. A mulher pode querer melhorar a qualidade da pele, recuperar determinada sustentação ou suavizar algo que a incomoda sem precisar transformar suas feições. O melhor procedimento é aquele que não vira protagonista do rosto. A pessoa continua sendo reconhecida por ela mesma, e não pelo que fez”, finaliza Daiany.
Canguru News
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