Artigos
Matrícula escolar: contrato deve detalhar modelo das aulas em 2021, orienta Procon
Todo ano, neste período, as escolas iniciam o período de renovação ou reserva de matrícula. Está é uma época que sempre causa apreensão aos pais, que têm de tomar uma decisão importante quanto à escola que os filhos irão frequentar no ano seguinte. E este ano, em especial, tem o agravante da pandemia, que deixa muitas dúvidas de como será o próximo ano letivo. Diante dessa situação, o Procon-SP divulgou um comunicado com algumas orientações para ajudar as famílias.
Segundo o órgão, o contrato da matrícula deve prever condições caso o período de pandemia se estenda para 2021. A nota afirma que o ideal para esse ano atípico é que os contratos tenham a previsão sobre como ficarão as aulas, caso a pandemia se estenda ou haja alguma outra determinação governamental para o setor – se presenciais, remotas ou ambas as duas situações. “No documento deve estar detalhado como as aulas serão prestadas: se ao vivo, neste caso, por qual plataforma; se gravadas e de que forma e periodicidade serão disponibilizadas; se presenciais, com quais protocolos, ou se mistas (presencial e online). As regras devem estar claras no contrato”, afirma o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.
LEIA TAMBÉM: Cai número de matrículas nas escolas públicas infantis e a maioria é de ex-alunos da rede privada
No início de outubro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou uma resolução que permite o ensino remoto nas escolas públicas e particulares do país até 31 de dezembro de 2021.
Benjamin Ribeiro, presidente do Sieeesp (sindicato das escolas particulares de São Paulo), ressalta que as escolas já haviam sido orientadas a incluir informações sobre o formato das aulas, como forma de lhes garantir segurança jurídica frente a possíveis queixas sobre o serviço prestado.oo
Procons e parlamentares de diversas cidades e estados chegaram a criar regras para obrigar as escolas a oferecer desconto aos pais por conta da suspensão das aulas. Em julho, o STF (Supremo Tribunal Federal) considerou que os órgãos não podem interferir dessa maneira nos contratos privados, informa reportagem da Folha de S. Paulo.
“Para que as escolas não fiquem sujeitas a essa pressão de obrigatoriedade de desconto, é importante que elas coloquem nos contratos a possibilidade de não ter aulas presenciais por causa da pandemia ou qualquer acontecimento que não seja de responsabilidade do estabelecimento de ensino”, diz Ribeiro.
LEIA TAMBÉM: Aulas regulares seguem indefinidas em São Paulo para os ensinos infantil e fundamental
A falta de orientação do governo dificulta definição das escolas
Luciano Timm, professor de Direito da FGV e ex-secretário nacional do consumidor, vê como positiva a questão da segurança jurídica a pais e escolas no contrato de matrícula, mas faz ressalvas ao detalhamento sugerido pelo Procon nos contratos de matrícula. À Folha, ele disse que a suspensão das aulas nos colégios particulares foi uma determinação do governo estadual e a liberação de reabertura é algo difuso todavia. “Elas estão sujeitas ao regramento do governo, que também não conseguiu prever um planejamento e ainda não informou o que pretende para o próximo ano.” A seguir veja outras orientações do Procon-SP para o ocntrato de rematrícula.
Recomendações do Procon-SP para a matrícula escolar
Valor da anuidade – A escola deve divulgar a proposta de contrato, o valor da anuidade e o número de vagas por sala até 45 dias antes da data final da matrícula. O valor total da anuidade deverá constar no contrato e terá validade de 12 meses, ou seja, antes desse prazo não pode haver nenhum reajuste. Qualquer cláusula contratual que indique revisão ou reajuste antes de um ano é nula, ou seja, não possui validade ou efeito legal. Isso se aplica também aos cursos organizados por semestre.
Reajuste – Para aplicar o reajuste, escola poderá acrescentar uma correção percentual que deverá ser proporcional ao aumento de despesas com funcionários, administrativas e pedagógicas. Em caso de dúvidas, solicite apresentação de uma planilha para comprovar tais gastos. Valores referentes a reformas e ampliação do número de vagas em salas de aula para novos alunos não podem ser repassados aos consumidores.
Taxa de reserva – Normalmente é cobrada uma taxa para a reserva de vaga, por isso é necessário ficar atento ao prazo estabelecido pela instituição para sua desistência, com devolução de eventuais valores pagos. É importante lembrar que o valor pago pela reserva de vaga deve ser descontado do total da anuidade ou semestralidade.
Desistência – O aluno ou responsável tem direito à devolução integral do valor pago pela matrícula se desistir do curso antes do início das aulas.
LEIA TAMBÉM: 25% das escolas privadas reabriram em São Paulo para atividades extracurriculares
Leia mais sobre o assunto na cartilha “Matrículas Abertas” do Procon-SP.
[mc4wp_form id=”26137″]
Verônica Fraidenraich
Editora da Canguru News, cobre educação há mais de dez anos e tem interesse especial pelas áreas de educação infantil e desenvolvimento na primeira infância. Tem um filho, Martim, sua paixão e fonte diária de inspiração e aprendizados.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Caru: a primeira inteligência artificial criada para apoiar mães na vida real
Imagine ter uma rede de apoio disponível 24 horas por dia, direto no WhatsApp, pronta para responder às dúvidas do...
Já ouviu falar na regra 2-2-2? Dica simples pode salvar seu relacionamento
Com trabalho, filhos, compromissos e mil coisas na cabeça, se organizar para garantir um tempo de qualidade a dois é...
10 nomes de menina discretamente inspirados na Disney (e fáceis de usar no Brasil)
Como Moana e Elsa talvez fiquem muito evidentes, selecionamos opções menos óbvias, mas que têm relação com as personagens. Confira!
Co-parentalidade sem relacionamento amoroso ganha espaço: você toparia?
Aplicativos que conectam pessoas interessadas em ter filhos sem vínculo amoroso crescem e ampliam o debate sobre novos modelos de...






