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“A escola é uma rede de afetos”
Da redação
Fazer com que as crianças arrumem o seu quarto em casa ou os brinquedos na sala de aula, após a brincadeira, pode ser um desafio e tanto. Mas, dependendo da forma como falamos com elas, podemos ter sucesso nessa empreitada. “É preciso elogiar e encorajar a criança, dizer que valorizamos seu esforço em arrumar a cama ou os brinquedos no chão, e que acreditamos que ela é capaz e pode fazer melhor”, diz a pedagoga mineira Priscila Boy. Ela complementa que ações como essas ajudam a incentivar a autoestima dos pequenos e contribuem para que eles desenvolvam o senso de responsabilidade e cooperação – características relacionadas às habilidades socioemocionais, ou seja, que têm a ver com a capacidade de lidar com as próprias emoções. Essas habilidades estão previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que norteia a educação do país, e devem ser trabalhadas integradas ao currículo pedagógico.
Priscila falou sobre elas durante sua apresentação no Seminário de Educação Infantil 2019, realizado em outubro no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. “Essas habilidades não são inatas, podem ser aprendidas e devem ser trabalhadas de forma a promover um desenvolvimento integral na infância e possibilitar que a criança tenha um aprendizado ativo”, declarou a pedagoga. Para ela, trabalhar as competências socioemocionais na escola é fundamental para construir um mundo mais justo, solidário e inclusivo. “A escola é uma rede de afetos”, concluiu Priscila, referindo-se à importância do trabalho das questões socioemocionais no ambiente escolar.
Canguru News
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