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Ingestão de corpo estranho e substâncias tóxicas: como agir
É comum que crianças pequenas coloquem objetos na boca e, às vezes, engulam algo que não deveriam. Na maioria dos casos, pequenos objetos passam pelo sistema digestivo sem problemas, mas certos materiais ou formatos exigem atenção especial. Se isso acontecer com seu filho, evite induzir vômitos, especialmente no caso de objetos pontiagudos ou tóxicos, pois isso pode agravar a situação.
Quando podemos observar com calma:
• Objetos pequenos e lisos: moedas, pedaços de plástico ou partes de brinquedos geralmente passam pelo trato digestivo sem complicações.
• Monitoramento: Observe as fezes por até 7 dias para verificar se o objeto foi eliminado, desde que não haja sinais de alerta descritos a seguir.
Quando procurar um médico imediatamente:
- Objetos pontiagudos ou cortantes: Podem perfurar o trato digestivo e causar lesões graves.
- Baterias de lítio: Baterias pequenas, como as de relógios ou brinquedos, liberam substâncias tóxicas e podem causar queimaduras internas em poucas horas. Vá ao pronto-socorro imediatamente.
- Ímãs: A ingestão de mais de um ímã ou de objetos magnéticos pode levar a perfurações intestinais graves.
- Dificuldade para engolir ou salivação excessiva: Tosse persistente, engasgo ou dor ao engolir indicam que o objeto pode estar preso no esôfago.
- Dor abdominal intensa, vômitos ou sangramento: Sintomas que sugerem obstrução ou lesão interna requerem avaliação urgente.
- Ingestão de medicamentos ou produtos de limpeza: Se houver suspeita de ingestão, identifique o produto. Pegue a embalagem ou o rótulo, pois essas informações serão cruciais para orientar o atendimento. Procure ajuda médica imediatamente ou entre em contato com o CIATox, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica, pelo telefone 0800-722-6001. Esse serviço gratuito está disponível em todo o Brasil para orientações sobre como proceder em casos de exposição a substâncias tóxicas.
Marcela Ferreira Noronha
Pediatra, educadora parental e nefrologista infantil. Mãe do Lucas e da Isabela. Formada em medicina pela Universidade São Francisco (SP) em 2006, com residência em pediatria pelo Hospital Menino Jesus de São Paulo, e especialização em nefrologia infantil pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Educadora Parental certificada pela Positive Discipline Association. Fez pediatria por vocação e tem como missão de vida tornar crianças e adultos felizes, respeitosos, com inteligência emocional, senso comunitário, física e emocionalmente saudáveis.
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