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Ser feminista hoje: por que nossos filhos precisam refletir sobre isso?
“E se criássemos nossas crianças ressaltando seus talentos, e não o seu gênero?”, reflete Chimamanda Ngozi Adichie, escritora e feminista nigeriana. Conhecida pelos seus best-sellers internacionais “Americanah” e “Para educar crianças feministas”, Chimamanda lançou “Sejamos todos feministas” em 2014. O livro é uma adaptação do seu discurso realizado no TEDx Euston que, devido à sua repercussão, foi até musicado pela cantora americana Beyoncé. Este ano, a Companhia das Letrinhas lançou uma versão da obra destinada ao público infantojuvenil.
O livro visa conscientizar meninos e meninas sobre a importância da igualdade de gênero. Com uma linguagem sensível e acessível a todos, Chimamanda problematiza a estrutura social atual, que é muito nociva tanto para homens quanto para mulheres. “Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas de gênero”, afirma a autora. É uma leitura que ensina os pequenos a terem orgulho de si mesmos. O livro oferece uma sugestão de atividade, glossário, além de ilustrações de Aju Paraguassu e introdução e posfácio da jornalista Maitê Freitas.
“É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente”, diz Chimamanda Ngozi Adichie
“Sejamos todos feministas – Edição infanto juvenil ilustrada” já está disponível para venda. O evento de lançamento será nesta quarta-feira, 17 de março, às 19h30, no Canal LetrinhaZ no Youtube. Entre os profissionais e especialistas do assunto convidados para a live estão, além de Maitê, Thiago Queiroz e Veronica Oliveira, com mediação da escritora e cientista Lígia Moreiras.
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A importância de falar sobre feminismo com crianças
Para Ana Cardoso, jornalista e escritora do best-seller “A Mamãe é Rock”, é fundamental retratar o feminismo com os pequenos. “Boa parte das violências contra mulheres e dos problemas de relacionamento entre casais é desenhada na infância. É o menino que cresce vendo só as mulheres limpando a casa ou a menina que testemunha a mãe chorando porque apanhou do pai”, aponta Ana. Os meninos e meninas aprendem muito com estas lições não-ditas, dessa forma, são formados exemplos errados sobre como se relacionar com outras pessoas.
Muitos homens são violentos e mulheres são inseguras devido ao que aprenderam na infância. Por isso, Ana considera que a comunicação com os pequenos seja essencial: “Não acredito que o tempo vai resolver estas questões sozinho, que as gerações melhoram com o passar dos anos”. Opina que o ideal é falar sobre feminismo com crianças o quanto antes, só assim poderemos viver melhor enquanto sociedade.
“Como escritora e, principalmente, como leitora, acredito no potencial transformador dos livros. Histórias lidas na infância reverberam em toda nossa vida”, indica Ana. Sem dúvidas, é muito importante produzir livros como “Sejamos todos feministas”, que carregam mensagens tão importantes. Para a escritora a leitura será muito útil, necessária e inspiradora para as novas gerações: “Quem sabe as crianças não ajudam os mais velhos a entender sobre o feminismo?”.
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Amanda Nunes Moraes
Estudante de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero apaixonada por escrever e contar histórias. Sempre viveu imersa no mundo das artes, é muito curiosa e adora o universo da educação.
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