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Pesquisa mostra como famílias brasileiras estão se divertindo na quarentena
Como as famílias estão consumindo entretenimento na quarentena? Gastando mais com jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, jogos online, videogames, livros (físicos e digitais) e streaming de vídeo. Além disso, adultos estão brincando mais com as crianças, além de liberarem mais tempo na TV e no celular para entreter os pequenos. É o que diz uma pesquisa sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus no comportamento do consumidor, desta vez focada em entretenimento em casa durante a quarentena, realizada pela Opinion Box. Foram entrevistadas mais de 2000 pessoas acima de 16 anos em todo o Brasil. Os dados foram coletados no fim de julho.
Segundo a pesquisa, durante a quarentena, o entretenimento em casas com menores de 12 anos está relacionado a mais brincadeiras com os adultos e a mais tempo de uso de telas: 74% dos entrevistados afirmaram que estão liberando um período maior de uso de TV e de celular para os pequenos, enquanto 67% estão tendo mais tempo para brincar com eles. E esses momentos a mais de brincadeiras parecem estar sendo positivos, já que 56% dos adultos afirmaram que, quando a pandemia passar, pretendem continuar passando mais tempo com as crianças.
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Mas, como bem sabem mães e pais de todo o Brasil, quando se fala em crianças e isolamento social, também há os problemas: 55% dos adultos que moram com crianças afirmaram ter dificuldade para mantê-las entretidas dentro de casa. Apesar disso, 66% concordam que ter uma criança por perto torna o isolamento mais leve e divertido. Dos que já gastavam com entretenimento para as crianças antes da quarentena, 30% estão gastando mais, enquanto 24% estão gastando menos.
A pesquisa mostra que não houve aumento significativo de usuários das principais formas de entretenimento para se fazer em casa somente por causa da quarentena. Ou seja, pessoas que não pagavam por certos serviços ou produtos antes do isolamento social não passaram a gastar dinheiro com eles. Pessoas que já tinham esses gastos antes da quarentena, no entanto, estão gastando mais agora que passam mais tempo em casa.
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“As opções que mais tiveram aumento de gastos foram jogos, em todos os seus formatos: 42% aumentaram seus gastos com jogos de tabuleiro ou quebra-cabeças, 41% aumentaram os gastos com jogos online e 34% aumentaram os gastos com jogos e acessórios para videogame”, diz o texto da pesquisa.
Entre consumidores de livros físicos e digitais, 31% estão gastando mais. Em relação a serviços de streaming de vídeo, 21% aumentaram os seus gastos com esse serviço, o que pode significar que as pessoas passaram para um plano mais caro ou assinaram serviços de outras empresas além dos que já assinavam.
“Não nos surpreendemos em saber que, para lidar com a solidão e o tédio, muitos entrevistados arrumaram um novo animalzinho durante a quarentena”, comenta Christian Reed, CEO da Opinion Box. Ele se refere a 24% dos entrevistados que adquiriram um pet durante a quarentena, sendo que 17% já tinham outro animal em casa. Entre os donos de pets, 81% afirmou que os animaizinhos ajudam a tornar o isolamento mais leve e divertido.
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Há muitos entrevistados que se disseram mais entediados durante a quarentena (57%), mas há também aqueles (48%) que estão descobrindo opções de lazer que não conheciam ou redescobrindo aquelas não faziam há tempos. Outros afirmam que desenvolveram um novo hobby (41%). A maioria dos entrevistados (68%) afirma preferir opções de entretenimento online ao invés de offline.
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Heloisa Scognamiglio
Jornalista formada pela Unesp. Foi trainee do jornal O Estado de S. Paulo e colaboradora em jornalismo da TV Unesp. Na faculdade, atuou como repórter e editora de internacional no site Webjornal Unesp e como repórter do Jornal Comunitário Voz do Nicéia. Também fez parte da Jornal Jr., empresa júnior de comunicação, e teve experiências como redatora e como assessora de comunicação e imprensa.
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