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Desafio de ‘fumar cotonete’ é perigoso e traz riscos à saúde, alertam especialistas
A ideia não é nova – há vídeos de 2016 e 2017 no YouTube, por exemplo – mas a circulação recente de imagens nas redes sociais que mostram crianças e adolescentes fumando cotonetes acendeu um alerta entre especialistas. Com a ajuda de um isqueiro ou fósforo, os jovens ligam o fogo em uma ponta e inalam a fumaça do outro lado.
No Tik Tok, postagens sobre o assunto têm comentários como: “eu quase morri fazendo isso”, “amei”, “isso é viciante”, “pior que o plástico derrete e vai para o pulmão”.
O pediatra Flávio Melo ressalta que essa é mais uma moda perigosa, em que estão usando cotonete como se fosse cigarro. “Acontece que, ao ‘fumar’ o cotonete, eles estão inalando diversas substâncias tóxicas, fruto da combustão do plástico da haste, e diversos problemas respiratórios, agudos e crônicos podem ocorrer”, esclarece Melo.
A pediatra e coordenadora do Pronto-Socorro do Hospital Sabará Infantil, Caroline Peev afirma que aspirar a fumaça produzida pela queima do algodão e do plástico pode gerar queimaduras na boca, nos dedos, nas narinas e nos pêlos nasais. “Ainda pode desencadear uma crise de asma ou bronquite, pois serve como um estimulador, e também crises de rinite com tosse e espirros, gerando um quadro alérgico”, explica Peev em matéria do portal Terra. Ela destaca a importância de desencorajar os jovens, falando sobre esses efeitos, que podem ser imediatos.
Segundo a pediatra, esse tipo de “brincadeira” se torna cada vez mais comum devido à curiosidade dos adolescentes ou das crianças em copiar o estilo dos adultos. “Eles os veem fumando – seja cigarro [comum] ou eletrônico – e acabam procurando em casa alguma coisa que possa se aproximar disso”, pontua.
Sintomas
Náuseas, dor de cabeça, irritação nos olhos e na garganta são alguns dos sintomas que podem surgir se a criança ou o adolescente “fumar cotonete” de forma frequente. Tosse, chiado, falta de ar e dor no peito também podem se tornar persistentes, sendo recomendado procurar ajuda médica, de um pneumologista, por exemplo, para orientação adequada de tratamento.
“É algo perigoso e que se espalha como um rastilho de pólvora na juventude curiosa e tão propensa aos modismos digitais”, ressalta Melo. Para frear a divulgação da prática, o médico orienta os pais a compartilhar com amigos conteúdos de alerta sobre o tema. “Fale com seus filhos de forma preventiva e fique de olho no conteúdo que ele está consumindo. Não deixe seu filho sozinho nesse mundo digital”, destaca.
Em comunicado enviado à Canguru News, o TikTok disse estar avaliando os vídeos internamente para aplicar a política adequada, e informou que: “O TikTok proíbe conteúdo que promova ou incentive atos perigosos, e removemos vídeos que violam nossas Diretrizes da Comunidade a fim de desencorajar esse tipo de comportamento. Incentivamos toda nossa comunidade a ter cautela em sua conduta, seja online ou offline”.
Segundo a nota, é possível saber mais sobre a abordagem de privacidade e segurança da plataforma no Guia de Pais e Responsáveis, elaborado para oferecer uma visão geral e das várias ferramentas e controles para preservar a segurança da comunidade. “Como informado em nosso último Relatório de Aplicação das Diretrizes da Comunidade, entre 1 de abril e 30 de junho de 2022, removemos proativamente 95,9% dos vídeos que violaram nossas Diretrizes. Sendo que 93,7% foram removidos dentro de 24 horas.” A assessoria de imprensa do Youtube também foi procurada, porém ainda não deu retorno.
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