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Conheça 5 ferramentas que podem ajudar na educação emocional
Por Rafaela Matias – “Estudos e pesquisas mostram que quando educamos emocionalmente estamos favorecendo o desenvolvimento saudável das crianças.” É o que afirma a psicóloga Thaís Moraes, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e coordenadora do Instituto TRI BH, que defende a importância da educação emocional em casa e até mesmo na escola.
Segundo ela, boa parte das instituições de ensino está incluindo esse tipo de educação em sua grade curricular, por reconhecer a sua necessidade para a construção de um ser humano mais equilibrado e capaz. “O autoritarismo, praticado antigamente, já não funciona mais, por isso precisamos educar as emoções da criança desde cedo. Todos temos uma carga temperamental que já nasce conosco e molda a nossa personalidade desde bebês, mas não podemos desconsiderar o papel do ambiente e do modelo de educação para criar uma pessoa capaz de lidar com os próprios sentimentos”, afirma.
Um ponto importante para colocar em prática a educação emocional é a avaliação que os próprios pais devem fazer sobre o modelo de educação que receberam, para observar se não estão reproduzindo antigos padrões inconscientemente. “Se você, pai, reconhece a importância de educar emocionalmente é importante você pensar sobre o que você aprendeu. Não sentir raiva, por exemplo, era algo constantemente ensinado às crianças no passado, mas é um pedido impossível e que não deve ser feito”, explica. Isso porque a criança vai, sim, sentir raiva em algum momento e pedir para que ela não sinta não vai mudar este fato. Mas se o pequeno for ensinado a repelir a sensação, ele vai achar que tem algo de errado com ele e possivelmente aprenderá a dissimular, esconder, brigar com os próprios sentimentos. “Validar as emoções significa ensinar o seu filho a entender e lidar com o próprio corpo. Basta reconhecer que o sentimento existe e explicar para a criança que a emoção é uma onda e que ela é o barco. A emoção pode até chacoalhar, quase virar, mas ela é passageira e não vai definir quem a pessoa será.”
A especialista alerta ainda que é importante ficar atento à intensidade, frequência e duração dessas ondas. Uma birra de 10 minutos é diferente, por exemplo, de uma birra de 3 horas. Se a duração das emoções for muito longa ou se aquela manifestação é muito recorrente, talvez a criança precise da ajuda um especialista para lidar com isso. Caso a tarefa seja mesmo para os pais, é possível utilizar alguns recursos lúdicos para ajudar na missão. Veja abaixo:
Espanta-monstros
Quando o filho está com medo de dormir sozinho, a tendência da maior parte dos pais é invalidar a experiência ou negá-la, com frases como “não precisa ter medo” e “monstros não existem”. O fato é que para a criança aquilo é extremamente real e ela JÁ ESTÁ sentindo medo. Por isso, uma boa forma de ensiná-la a lidar com a insegurança é usar um cheiro ou algum outro artifício batizado como “espanta-monstros”. Assim, os pais podem explicar que os fantasmas não gostam daquele cheiro e que o quarto da criança está blindado. “Não é questão de fazer crer que existe ou não, é de ter empatia com o sentimento da criança e mostrar que ela é capaz e tem recursos para superá-lo”, explica Thaís Moraes.
Cheirinho da saudade
Na fase em que a criança está com ansiedade de separação, pode ser útil utilizar um paninho com o perfume da mãe (ou do pai, se for ele o alvo da saudade) ou algum outro cheiro que remeta àquela pessoa. Assim, a criança se sentirá mais acolhida e segura de que não está sozinha.
Termômetro das emoções
Um medo nível 2 é diferente de um medo nível 5 e a criança precisa aprender isso. Os pequenos ainda não sabem que os sentimentos podem ter graus e intensidades diferente, por isso tendem a aumentar alguns deles. Um termômetro, que pode ser feito em forma de desenho, é uma boa ferramenta para ajudá-los a perceber os níveis de seus sentimentos e dar o grau de importância que eles merecem.
Detector de emoções
Nem sempre os pequenos conseguem identificar ou nomear as emoções que estão sentindo. Frustração, raiva, tristeza, insegurança. Tudo isso se mistura e pode deixar ainda mais difícil o controle das emoções. A birra, por exemplo, algumas vezes acontece porque a criança não sabe dizer o que está sentindo, tampouco lidar com aquele sentimento. “Aprender a identificar o que os sentimentos já é uma forma de acalmar por si só”, afirma Thaís.
Rabisque sua raiva
A raiva é um sentimento genuíno e inevitável. Porém, não é fácil lidar com ela ou expressá-la de forma amena. Uma boa alternativa é um caderno onde a criança possa rabiscar com força e se expressar. É uma forma de ela manifestar o seu sentimento e libertar-se dele, sem machucar ninguém física ou verbalmente.
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