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Como cuidar das amígdalas e quando é preciso retirá-las

*Por Jeanne Oiticica
As amígdalas são relevantes nos primeiros anos de vida, entre os dois e seis anos de idade, quando a criança, gradativamente, perde a imunidade recebida da mãe pelo cordão umbilical e leite materno. Esse momento é crucial, pois a medula óssea da criança ainda se encontra em fase de amadurecimento, e não está pronta para assumir tal função.
Quando se fala em dor de garganta pensamos na amígdala, porém, nem sempre existe relação, já que ela pode ser originada por uma faringite, inflamação ou infecção da faringe, mucosa que reveste o fundo da garganta. Nestes casos, ela não tem necessariamente relação com as amígdalas.
O tratamento vai depender de o quadro clínico revelar uma inflamação ou infecção. O tratamento medicamentoso é específico e direcionado caso a caso. Algumas vezes, diante de infecções recorrentes e persistentes, o médico otorrinolaringologista poderá solicitar exames de sangue e, até mesmo, coleta de secreção da garganta, com o intuito de melhor investigá-la.
A cirurgia das amígdalas pode ser indicada, independentemente da idade, quando há cinco ou mais episódios de amigdalite ao ano, documentada pelo médico otorrinolaringologista, diante de abscesso periamigdaliano e ou das complicações como endocardite, artrite e nefrite. Também está recomendada para os casos de apneia do sono, síndrome do respirador bucal e deformidades no arcabouço da face.
A cirurgia é simples, porém, sempre envolve riscos como qualquer procedimento cirúrgico e pode durar em média uma hora, sem contar o período pré e pós-anestesia. A dor pós-operatória é limitante, dificultando o ato de engolir, falar, beber e se alimentar. O risco de mortalidade é bem baixo, mas real.
No pós-operatório, a alimentação deve ser líquida e leve nos primeiros três dias, de preferência composta por alimentos frios, nada quente. Os analgésicos devem ser tomados nos primeiros dias para controle adequado da dor. Os adultos costumam sentir mais dor que as crianças.
O melhor mesmo é a prevenção. Para isso, devemos sempre beber muita água, fazer gargarejos diariamente com meio copo de água morna e uma pitada de bicarbonato, comer uma maçã ao dia e manter uma alimentação saudável.
*Dra. Jeanne Oiticica é Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
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