Como a forma que você bebe influencia o consumo de álcool do seu filho, segundo estudo brasileiro

Pesquisa indica que comportamento em casa, regras e vínculo familiar podem aumentar (ou reduzir) o risco de adolescentes beberem
O comportamento dos pais tem impacto direto no consumo de álcool entre os jovens Foto: Freepik

 

A maneira mais eficaz de evitar que seu adolescente consuma álcool é… Não consumir. A gente já sabia, mas, agora, um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, comprovou que o comportamento dos pais tem impacto direto no consumo de álcool entre os jovens. Os hábitos familiares, o exemplo dado em casa e o estilo de educação influenciam significativamente na decisão de experimentar bebidas alcoólicas.

Segundo os dados revelados pela pesquisa, quando os pais consomem álcool, há 24% de probabilidade de os filhos também beberem. O risco aumenta ainda mais quando os responsáveis usam duas ou mais drogas, podendo chegar a 28%. Por outro lado, o estudo aponta um fator protetor importante: quando os responsáveis não consomem álcool, 89% dos adolescentes também não usam bebidas alcoólicas ou outras drogas.

Os pesquisadores destacam que os adolescentes observam e reproduzem comportamentos familiares. O consumo dos pais pode tornar o álcool mais acessível, normalizar o hábito e diminuir a percepção de risco.

Mas o estudo também mostra que o comportamento não é o único fator. A forma como os pais educam os filhos faz diferença. Relações com diálogo, presença, afeto e regras claras reduzem o risco, mesmo quando há consumo de álcool pelos adultos.  O estilo parental autoritativo, que combina proximidade emocional com monitoramento, foi associado a menor probabilidade de uso de álcool entre adolescentes.

“O padrão de uso de álcool e outras drogas pelos pais influencia o dos filhos. Porém, se eles colocarem regras e limites em casa e derem afeto, esses fatores de proteção minimizam muito o risco que eles mesmos trazem quando consomem essas substâncias”, explica a professora Zila Sanchez, do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, autora principal do artigo. “Além disso, o maior preditor de abstinência dos jovens é o não uso pelos responsáveis. Quando eles são abstinentes, 89% dos adolescentes também não usam nem álcool nem outras drogas lícitas ou ilícitas. Foi a associação mais forte que encontramos”, acrescenta.

Estabelecer limites claros em casa tem efeito protetor. Famílias com regras definidas sobre álcool e acompanhamento da rotina dos filhos apresentam menor risco de consumo precoce. Já estilos parentais permissivos ou negligentes não demonstraram efeito de proteção, aumentando a vulnerabilidade dos adolescentes ao consumo de bebidas alcoólicas.

O que fica de lição para os pais?

O comportamento dos pais não determina sozinho o que os filhos vão fazer, mas tem peso importante na construção da relação dos adolescentes com o álcool. Pequenas atitudes no dia a dia fazem diferença:

  • O exemplo dos adultos influencia diretamente
  • Regras claras ajudam a prevenir consumo precoce
  • Diálogo aberto reduz riscos
  • Presença e vínculo funcionam como proteção
  • Permissividade aumenta a vulnerabilidade

 

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