Machismo e insinuações sexuais: O lado obscuro da “novela das frutas” que viralizaram entre crianças

Se você tem usado minimamente as redes sociais, são grandes as chances de ter se deparado com publicações sobre as chamadas “novelas das frutas”. São vídeos curtos, feitos com IA, que viralizaram rapidamente e conquistaram uma audiência de diferentes idades, incluindo os mais jovens
Novela das frutas Reprodução TikTok

Uma “novela” protagonizada por frutas, com diálogos desconexos, humor absurdo e cortes rápidos, tem ocupado o tempo de tela de muita gente, incluindo, é claro, crianças e adolescentes. A princípio, parecem desenhos inocentes, com personagens que são frutas com comportamento humanizado.

O roteiro é simples, os vídeos são curtinhos, coloridos… Eles acabam prendendo a atenção de quem começa a assistir. E é aí que mora o problema. A estética tem apelo infantil, que até se passa por inocente, mas o conteúdo se encaixa no fenômeno que passou a ser chamado de brain rot, expressão usada para descrever conteúdos altamente estimulantes e com pouco desenvolvimento narrativo. E tem mais: algumas das publicações embutem cenas de violência, machismo, misoginia e até insinuações sexuais.

Sim, mais uma preocupação na lista já quase infinita de pais e mães da geração atual de crianças e adolescentes. Para cérebros em desenvolvimento, especialmente na infância e adolescência, o consumo excessivo de conteúdos em formato de vídeos rápidos, já podem dificultar a adaptação a atividades mais lentas, como leitura, tarefas escolares ou brincadeiras que exigem imaginação. Se somar isso ao conteúdo nocivo, piorou.

O acompanhamento dos pais é um dos principais fatores de proteção. Saber o que a criança assiste, observar mudanças de comportamento e conversar sobre os conteúdos ajuda a reduzir impactos. Também é importante lembrar que o consumo de telas é aprendido dentro de casa: quando o ambiente familiar prioriza vídeos curtos o tempo todo, a tendência é que a criança reproduza esse padrão.

Como lidar com o assunto?

Broncas e proibições sem nenhum tipo de explicação não costumam funcionar. Muitas vezes, têm o efeito o contrário. Aí é que a criança ou o adolescente vai querer assistir mesmo. A recomendação é buscar equilíbrio e mediação:

  • Converse com o seu filho sobre os conteúdos que ele assiste na internet
  • Assista junto com ele
  • Limite o tipo de conteúdo e o tempo de vídeos curtos no dia (e explique o motivo, de uma forma que ele entenda, de acordo com a idade)
  • Prefiram conteúdos mais longos e com narrativa
  • Incentive brincadeiras offline e atividades criativas

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