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‘Aos 24 anos, veio a notícia: eu estava grávida, e agora?’
Por Keli Pereira dos Anjos

Nós mulheres já nascemos com um dom, o dom de ser mãe. Algumas desenvolvem este dom ao longo da vida, outras não. Mas, conforme vamos ficando mais experientes, a caixinha da maternidade bate na nossa porta, e é quando sentimos a necessidade de ser mãe, de expressar nosso amor para outra pessoa.
Temos muitos questionamentos, como por exemplo: se vamos dar conta do recado de cuidar de uma casa, família, filhos, trabalho. Somos multifuncionais como uma impressora, pois hoje em dia a maioria das mulheres dão preferência para a carreira e para os estudos e depois pensam em se casar, ter uma família e realizar o sonho de ser mãe. Outras preferem apenas investir na carreira e ser uma profissional de sucesso.
Eu sempre sonhei em ser uma profissional de sucesso, sempre gostei de participar de eventos coorporativos e a maternidade passava longe dos meus planos. Aos 24 anos, veio a notícia: eu estava grávida, e agora? Não sabia por onde começar e nem o que fazer.
No primeiro momento me assustei muito, não era casada, estávamos nos preparativos para o casamento, mas ainda morava na casa dos meus pais. Foi um misto de emoções, assustada, não sabia o que fazer, mas felizmente deu tudo certo. Me casei, curti muito minha gravidez, foram 9 meses super sossegados, uma gravidez super tranquila.
Acho que o período de 9 meses não é somente para o desenvolvimento da criança, é também para amadurecer a ideia de ser mãe e de que uma nova vida vem para completar a sua vida.
Mas não foi somente uma criança que nasceu, junto com ela nasceu uma mãe também, me tornei uma mãe super protetora, amiga e companheira.
Cuidava dela o dia todo, fazia questão de participar de tudo, banhos, papinhas, consultas ao pediatra, vacinas e assim é até hoje.
Tive a oportunidade de ficar ao lado dela até 1 ano e três meses. Após esta data, fui em busca de um novo trabalho. A necessidade de trabalhar para dar algo mais a minha filha despertou e logo encontrei e estou nesse trabalho até hoje. Confesso que fico pouco tempo com a minha filha, mas o tempo que ficamos juntas é precioso, ajudo ela nos deveres de casa, conversamos, brincamos de jogos.
Seu nome é Gabriella, hoje ela está com 9 anos, irá completar 10 em julho, é muito esperta, muito estudiosa, super caprichosa, carinhosa e tem opinião própria, sabe o quer. Acho que estamos no caminho certo, a educação vem de casa, dos valores e dos princípios ensinados, na escola o aprendizado é outro, na escola ela aprende conteúdos para suas futuras graduações.
Assim como os filhos são os espelhos dos pais, nós nos orgulhamos muito da nossa pequena, por isso sempre tentamos dar o melhor de nós, passamos lições de vida valiosas para que ela cometa menos erros possíveis e seja mais feliz!!
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