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Ansiedade na volta às aulas: veja como identificar e ajudar a criança
O início de ano escolar exige que as crianças se adaptem a uma série de novidades e é natural que se sintam inseguras e ansiosas nos primeiros dias do retorno. Porém, quando essas sensações passam a se repetir com frequência é preciso atenção dos pais.
Algumas crianças conseguem expressar o que sentem, já outras não falam explicitamente, mas demonstram isso, por exemplo, fazendo muitas perguntas sobre a escola. Há também quem apresente sintomas como dores de barriga e de cabeça, ânsia de vômito, choro sem motivo, agressividade, alterações no sono e de alimentação.
A dificuldade em lidar com o desconhecido e ter de sair da zona de conforto é um dos fatores que pode provocar a ansiedade neste período. É a chamada ânsia expectante, quando há espera por alguma coisa. Além dos desafios da nova série, novos professores e novos alunos, há ainda quem mude de turno (da tarde para a manhã ou vice-versa) ou mesmo de escola ou cidade, o que exige bastante flexibilidade para se adaptar ao novo contexto.
O fato de ter de retomar a rotina, com horários mais regrados de sono e lições de casa, também deixa algumas crianças ansiosas. As menores, em especial, podem ainda sofrer com a ansiedade de separação dos pais, após passar um longo período com eles nas férias.
Para além da escola, a puberdade precoce é outro aspecto que pode favorecer a ansiedade e o estresse nas crianças, relata Cristiane Duez V. Santos, psicóloga do NAPP (Núcleo de Apoio Psicológico e Psicopedagógico) da Faculdade Santa Marcelina. “A medida para entender a ansiedade como patológica é o quanto os sintomas – como dores de cabeça, dor de estômago e tensão muscular – prejudicam as atividades do dia a dia. Lembrando que, os sintomas físicos em crianças, são diferentes dos adultos”, explica.
Como identificar
É possível identificar os sinais de ansiedade observando os filhos em algumas situações. Segundo Cristiane é importante ficar atento se a criança apresenta dificuldade de concentração, irritabilidade e preocupação excessiva com situações rotineiras. Pesadelos frequentes, dificuldade em aprender coisas novas e em superar algumas fases, como o desfralde, também devem ser analisados. De acordo com a psicóloga, os sintomas podem surgir de formas alternadas, com períodos mais ou menos frequentes e de maior ou menor intensidade e duração.
Validar os desconfortos dos filhos e dispor-se a ouvi-los, sem julgamento, pode ajudar a identificar os motivos do sofrimento e assim evitar quadros mais graves. A psicóloga afirma ainda que o diagnóstico e tratamento precoce podem evitar consequências negativas na vida da criança. A busca de ajuda profissional permitirá avaliar a necessidade de medicamentos e psicoterapia.
Como diminuir a ansiedade
Promover um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada (com legumes, verduras e frutas) e práticas de exercícios regulares são fundamentais, aponta a especialista. Além disso, é importante ter um sono adequado e atentar para o excesso de exposição às telas e redes sociais, o que auxilia na vida social e no controle hormonal da criança.
A psicóloga também sugere a prática de atividades que as crianças gostem para que se sintam bem. Ao mesmo tempo, é interessante que os pais trabalhem com os filhos questões como esperar a vez e fazer escolhas de forma consciente, evitando recompensá-los, de forma excessiva, por suas atitudes. (Com informações do Viva Bem/Uol)
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