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Alfabetização: o papel do psicopedagogo no aprendizado
A alfabetização é um processo dinâmico, que vai além do aprendizado mecânico de letras e sons, e prevê a construção do conhecimento com base nas interações com o ambiente e o contato com textos diversos, permitindo à criança explorar e formular suas próprias hipóteses sobre o funcionamento da escrita.
Para a psicóloga e pedagoga Natalie Schonwald, o país ainda enfrenta muitos desafios em relação aos índices de alfabetização, principalmente no ensino público, e esse é um trabalho que deve incluir não só os professores, mas também a gestão escolar, no sentido de garantir infraestrutura, formações e materiais apropriados para o aprendizado nas aulas. “É importante ter um olhar integral que inclua o apoio psicopedagógico, com o objetivo de identificar as dificuldades de aprendizagem da turma e auxiliar os docentes na elaboração do processo necessário para o melhor desenvolvimento de cada aluno”, afirma a educadora, que se dedica à pesquisa e difusão de estratégias para a construção de ambientes mais inclusivos.
Durante o processo de alfabetização, Natalie destaca a necessidade da sondagem inicial, espécie de avaliação para saber o que a criança possui de conhecimentos prévios. “Esse trabalho tem como objetivo, entre outras coisas, auxiliar na organização do aprendizado, trabalhar conceitos que não foram compreendidos e as melhores formas para que o aluno se desenvolva em sala de aula”, pontua.
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Segundo a especialista, é essencial que o psicopedagogo compreenda o contexto em que a criança está inserida e se relacione com a família, escola e outros profissionais. “A pedagogia trabalha com as questões de aprendizagem, já a psicologia se ocupa das questões subjetivas. O auxílio desse profissional, portanto, está em poder utilizar recursos como jogos, contação de histórias, artes plásticas, dramatizações, leitura, escrita e desenho, entre outros, para ajudar o aluno a superar suas barreiras.”
Educação inclusiva
De acordo com Natalie, ao trabalhar com crianças com deficiência, é preciso, também, que o profissional avalie as questões que o estudante apresenta e, a partir dessa anamnese, determinar a melhor intervenção focada em suas capacidades. “Uma das dificuldades dos educadores é achar as melhores formas de desenvolver as aulas para que o aluno consiga aprender efetivamente. Iniciar o trabalho psicopedagógico com um conteúdo que o aluno tenha interesse, e depois utilizar novos estímulos para revisitar os tópicos, pode ser um caminho eficaz. Foi dessa etapa de recapitulação que senti falta na época escolar, e tive problemas em relação à execução do tempo para finalizar as tarefas, mas não na compreensão dos conteúdos”, recorda. Ela diz ainda que, certa vez, quando estava fazendo uma prova, a professora lhe perguntou se aquela lerdeza era física ou mental, “frase que me marcou até hoje no processo educacional”. A especialista revela que o preconceito sofrido a motivou a querer se profissionalizar no assunto para evitar que outras crianças passem pelo que ela passou.
“A educação vai além da competência do simples ato de ler e escrever. Com um suporte adequado, todos podem se desenvolver plenamente para alcançar o sucesso na vida”, conclui.
Canguru News
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