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Alerta de férias: seu filho sabe o que fazer se ficar perdido por alguns minutos?

Ninguém gosta de imaginar esse cenário, mas é mais comum do que parece: ambiente lotado, segundos de distração, e uma criança que não sabe onde está, nem com quem pode contar. Ela perde a referência de onde estão seus pais ou responsáveis. Em períodos de férias, quando praias, shoppings, parques e eventos ficam ainda mais cheios, o risco aumenta. Preparar os pequenos (sem assustá-los, é claro!) faz toda a diferença.
O alerta ganhou força nas redes sociais com um post de Leonel Borel, pai de Henry Borel, menino de 4 anos que morreu em março de 2021, em um caso brutal de violência doméstica. Lembra dele? Na publicação, Leonel chama atenção para um ponto crucial: pulseiras de identificação e fotos ajudam, mas o que realmente protege é a criança saber como agir sozinha, ainda que por um minuto. (Link do post:
O que acontece quando uma criança se perde?
De acordo com a organização Aldeias Infantis, conectada à rede Safe Kids Worldwide, a reação mais comum da criança quando algo assim acontece passa longe da racionalidade. E dá para entender, não é? Os pequenos ficam com medo, que se traduz em choro, confusão e, em alguns casos, até paralisia, pelo choque mesmo. Essa vulnerabilidade exige atenção redobrada de adultos e orientação clara às crianças.
A prevenção passa menos por improviso e mais por educação prática e repetida, adequada à idade:
- Parar no mesmo lugar
Se perceber que se perdeu, a criança deve ficar onde está. Andar “procurando” dificulta o reencontro. - Pedir ajuda à pessoa certa
A orientação mais segura é procurar uma mulher, preferencialmente acompanhada de outra criança, ou um funcionário identificado do local. - Saber se identificar
A criança deve saber:- Nome completo
- Nome do responsável presente naquele dia
- Um telefone decorado (quando possível)
- O @ do Instagram do responsável
Pode parecer detalhe, mas em locais públicos é comum que funcionários consigam localizar adultos mais rapidamente pelas redes sociais do que por telefone.
- Nunca acompanhar desconhecidos
Mesmo que a pessoa pareça gentil, seja um funcionário ou um segurança, a regra é clara: só sair do local com mãe, pai ou responsável que a criança reconheça. - Gritar as frases certas se houver tentativa de levar
Frases como:
“NÃO CONHEÇO! NÃO É MEU PAI/MINHA MÃE! SOCORRO!”
chamam atenção, atraem testemunhas e inibem possíveis agressores.
O papel dos pais: antes e depois
A ONG Aldeias Infantis SOS reforça que a responsabilidade não termina na orientação verbal. Algumas medidas importantes:
- Treinar, não apenas explicar: simular situações em casa ou em ambientes controlados ajuda a criança a reagir melhor.
- Combinar pontos de encontro em shoppings, praias ou eventos.
- Usar roupas chamativas em locais cheios, facilitando a identificação visual.
- Manter fotos recentes da criança no celular, mostrando como ela está vestida naquele dia.
- Avisar imediatamente a segurança do local caso a criança se perca, já que esperar “só mais um pouco” pode atrasar buscas essenciais.
Prevenção não é medo, é cuidado
A pergunta, como lembra Leonel Borel, não é se uma criança vai se perder, mas: será que ela sabe se proteger caso isso aconteça. Orientar, repetir e treinar não é exagero. É uma forma concreta de amor, responsabilidade e proteção. Em férias ou na rotina, informação salva tempo, reduz riscos e pode evitar tragédias.
Canguru News
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