Air fryer: 7 cuidados para usar o eletrodoméstico sem comprometer a saúde

Fritadeira sem óleo pode reduzir calorias e até melhorar a aceitação de legumes, mas especialistas alertam para riscos ligados à temperatura, aos alimentos escolhidos e à manutenção do aparelho
Dá para fazer muitas receitas rápidas com a na Air Fryer

Cada vez mais popular nas cozinhas brasileiras, a air fryer deixou de ser tendência e virou um item fixo no dia a dia. Aqui em casa, ela trabalha, viu? É no café da manhã, nos lanchinhos da escola, no almoço e no jantar… Uma das melhores utilidades para mim é quando vejo que tenho legumes esquecidos na geladeira, quase murchos. Corto todos, junto, tempero, jogo um tiquinho de azeite, coloco lá dentro… E a mágica acontece. Até as crianças adoram!

Segundo o levantamento Pesquisas do Ano 2025, eu não estou sozinha nessa: os números mostraram que seis dos dez termos mais buscados na categoria “receitas” envolvem preparações no aparelho, como batata frita, bolo e pudim

Apesar da fama de “mais saudável”, já que evita o uso de óleo e agiliza o preparo de refeições caseiras, o uso do equipamento ainda gera dúvidas e mitos, como o de que seria cancerígeno. Especialistas explicam que não há evidências de que a air fryer cause câncer. O alerta maior não está no aparelho em si, mas no tipo de alimento preparado, na temperatura utilizada e na frequência de consumo.

A seguir, veja 7 cuidados importantes para aproveitar os benefícios da air fryer sem transformar praticidade em risco.

  1. Atenção à temperatura e ao tempo

Alimentos ricos em amido, como batatas e pães, podem formar uma substância chamada acrilamida quando expostos a temperaturas acima de 120 °C por longos períodos. A substância é considerada potencialmente cancerígena em estudos com animais. Um estudo publicado na revista Frontiers in Nutrition comparou batatas feitas na air fryer, no forno e em fritura por imersão. A fritadeira sem óleo apresentou níveis mais altos de acrilamida, possivelmente por atingir temperaturas maiores — picos de até 229 °C. A recomendação é simples:

  • Prefira temperaturas entre 160 °C e 180 °C para carboidratos.
  • Evite usar 200 °C por períodos prolongados.
  • Busque o tom dourado, nunca marrom-escuro ou queimado
  1. Deixe a batata de molho antes de preparar

No caso das batatas, o estudo apontou uma estratégia prática: deixá-las de molho por cerca de 10 minutos antes da cocção reduz a formação de acrilamida em qualquer método de preparo, inclusive na air fryer.

  1. Cuidado com ultraprocessados

Nuggets, batatas pré-fritas congeladas e outros ultraprocessados continuam sendo ultraprocessados, mesmo feitos na air fryer. Esses produtos já contêm gordura vegetal hidrogenada, sódio, conservantes e, em alguns casos, gorduras trans. O aparelho apenas aquece a gordura que já está no alimento. Ou seja: reduzir óleo no preparo não transforma o produto em opção nutritiva.

  1. Limpe o aparelho após cada uso

O acúmulo de gordura residual pode gerar compostos tóxicos quando reaquecido repetidamente. Por isso, a limpeza após cada uso é fundamental.

  1. Fique atento ao revestimento do cesto

Se o revestimento antiaderente estiver descascando ou riscado, pode haver liberação de partículas indesejáveis nos alimentos. Nesses casos, o ideal é substituir o acessório ou o aparelho.

  1. Escolha bem o óleo (se for usar)

Embora a proposta seja cozinhar sem óleo, algumas receitas pedem pequenas quantidades para melhorar a crocância. A escolha da gordura faz diferença:

  • Azeite de oliva (virgem ou extravirgem): estável até cerca de 190 °C
  • Óleo de abacate: suporta até 270 °C
  • Óleo de coco: resistente ao calor, mas altera o sabor

Óleos refinados de soja, milho e girassol oxidam mais facilmente em altas temperaturas e devem ser usados com moderação.

  1. Lembre-se: nem sempre é o melhor método para preservar nutrientes

Do ponto de vista calórico, a air fryer pode reduzir em até 80% a gordura em comparação com a fritura por imersão. Ela também pode melhorar a aceitação de legumes e vegetais, graças à textura crocante por fora e macia por dentro. No entanto, quando o assunto é preservação de vitaminas, especialmente as hidrossolúveis como vitamina C e complexo B, o cozimento no vapor ainda é considerado padrão-ouro.

Fonte: Agência Einstein

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