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Pais estão sempre em construção e desconstrução, diz Cris Pàz
Faz cerca de um ano que a mineira Cris Guerra decidiu mudar o seu nome para Cris Pàz, após um período de reflexão na psicanálise. Ela diz não ser “uma pessoa de paz o tempo todo”, pois tem um gênio forte e momentos de oscilações de humor, mas ao aprender a lidar com as suas dores e com o seu humor, se transformou em uma pessoa mais leve. “Foi uma elaboração ao longo de um tempo, pois eu acho que a guerra simboliza força, mas também simboliza violência, estar sempre armada, não poder relaxar. A vida é feita de batalhas, mas a gente não quer estar em guerra o tempo todo”, explicou a escritora e comunicadora, que já foi colunista da Canguru News.
Entre seus desafios diários está o de lidar com o filho adolescente e as mudanças de comportamento que vêm junto com essa fase. “Tem uma frase que diz que educar um filho é educar-se, o que tem tudo a ver com isso que estamos falando aqui, de educação parental”, disse Cris. Ela destaca a importância do autoconhecimento e de os pais olharem para si e os traumas que carregam da infância para tentar entendê-los e melhorar a relação com os filhos.
“O autoconhecimento, acima de tudo, é estar sempre aprendendo, estar sempre se investigando. O que que tem em mim aqui que está doendo? O que vem da minha criança? Porque tem, eu vejo, volta e meia a minha criança ferida se manifestando, então tem que cuidar dela também.”
Segundo a escritora, os pais, muitas vezes, cometem erros sem perceber. “Eu sofri muito por ser muito rotulada em casa e acho que eu olhei para isso e tento não cometer esse mesmo erro com o meu filho. Devo cometer outros ou, às vezes, esse mesmo, né? Mas olhar para isso é muito saudável, entender que a gente está sempre em construção e desconstrução”.
A escrita como ferramenta de expressão
Formada em comunicação social, Cris trabalhou por mais de 20 anos com campanhas publicitárias e começou a escrever em 2007 para elaborar o luto pela perda do marido dois meses antes do filho nascer. Na época, ela criou o blog Para Francisco, que depois virou um livro, em que fala sobre sua rotina como mãe solo e viúva e aborda temas como saudade, luto, força e superação. Um ano depois, em 2008, ela criou o primeiro blog de looks diários do Brasil, chamado Hoje vou assim. Entre moda, maternidade, crônicas e ficção, Cris já escreveu oito livros – um deles, O menino que engoliu o choro, destinado às crianças. Hoje, ela tem uma coluna na rádio BandNews FM de Belo Horizonte, e se tornou uma referência para as mulheres 50+, atuando também no combate ao preconceito etário em programas como o podcast 50 crises.
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