Como estimular o aprendizado do inglês fora do horário da escolinha

    324
    Buscador de educadores parentais
    Buscador de educadores parentais
    Buscador de educadores parentais

    Por Cristina Moreno de Castro e Daniele Franco

    Foto: PixabayDo you speak English fluently? Se a res­posta for sim, vale a pena aproveitar essa habilidade que você tem para estimular em seu filho o aprendiza­do do segundo idioma. É o que dizem sete de sete es­pecialistas em ensino de inglês para crianças consulta­dos pela reportagem da Canguru.

    “O estímulo precoce ajuda muito e não há um tempo ideal para essa exposição ao inglês, mas é muito mais benéfico se ela for diária”, diz Stela Maria Fernandes Marques, pós-doutora em educação pela Universidade de Newcastle e professora da PUC Mi­nas. Para Stela, a escolinha de inglês, que costuma oferecer duas aulas por semana, em média, é até ca­paz de fazer a criança aprender, mas esse aprendiza­do não será tão eficaz se a criança não praticar com frequência fora do horário de aula. “Quando a crian­ça não pratica, as conexões neurais que a fizeram aprender em sala são desmanchadas. A prática faz com que o cérebro entenda que aquela informação deve ser gravada na memória.”

    Ana Regina Araújo, gerente de pesquisa e desen­volvimento da Number One, vai além. Segundo ela é preciso criar uma rotina para a prática do segundo idioma dentro de casa, inclusive com horário defini­do, mesmo que seja um período de apenas dez minu­tos por dia. “O aprendizado de uma segunda língua não é conhecimento, e sim habilidade, e habilidade se adquire com treino, frequência e disciplina.”

    Mas como estimular o vocabulário dos pequenos? “Pode ser através do uso do idioma em situações do dia a dia, através de joguinhos, desenhos animados e filminhos em inglês. A exposição da criança aos sons do idioma estrangeiro a leva a registrar tais sons, criar conexões entre eles e ser capaz de replicá-los mais tarde“, explica Litany Pires Ribeiro, gerente aca­dêmica da Cultura Inglesa. No quadro que acompa­nha esta reportagem, compilamos uma dezena de dicas para criar esses estímulos.

    A pedagoga especialista em educação infantil Andréa Salles, que é coordenadora pedagógica da Tic Tac Toe pondera que os pais não podem “forçar a barra”, conversando em inglês o tempo todo, sob pena de a criança tomar birra do idioma. “Como elas sabem que o pai não fala inglês, não se es­forçam para responder.” Andréa diz que o con­trário também acontece: quando um estrangei­ro chega à escola e as crianças são avisadas de que ele não sabe falar português, elas disparam a conversar em inglês.

    Infografia Canguru

     

    E se os pais não dominam o inglês?

    A maioria dos professores afirma que é me­lhor que os pais que não falam inglês não tentem ajudar no “homework”, porque podem acabar atrapalhando. Mas isso não é um consenso. A gerente acadêmica da Cultura Inglesa, Litany Ri­beiro, defende que mesmo esses pais monolín­gues tragam para os filhos recursos em inglês (como livros, vídeos e músicas) e ainda os acom­panhem nessas atividades, para que eles pró­prios aprendam juntos e, com isso, estimulem as crianças ainda mais.

    “Se arrisque! Sua capacidade de aprendizado sempre existirá e as crianças podem ajudá-lo a crescer no idioma”, concorda Leiza Oliveira, CEO da rede Minds Idiomas.

    Aulas desde o berço

    Foto: PixabayA idade para colocar a criança na escolinha de inglês é a questão mais polêmica entre os especia­listas consultados. Em Belo Horizonte, já é possí­vel encontrar até berçário bilíngue, que atende bebezinhos a partir dos 4 meses. É o caso da Fu­ture, escola infantil bilíngue no bairro Anchieta, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Sua direto­ra, Lívia Gasparini, assegura que uma pequena aluna de 8 meses já dá tchauzinho e esboça um “bye-bye” na hora de ir embora.

    Na Cultura Inglesa, há aulas para crianças a partir de 3 anos, mas já há pedidos de cursos para peque­nos a partir de 1 ano e 8 meses. “Estudos mostram que as ligações entre os neurônios para processar no­vas palavras são desenvolvidas antes dos 4 anos. Nesse estágio, a exposição a uma nova língua permite um aprendizado mais eficiente e duradouro”, diz a geren­te acadêmica da escola, Litany Pires Ribeiro.

    Já Augusto Jimenez, fundador e diretor da Minds Idiomas, defende os cursos para crianças apenas a par­tir de 9 anos, quando, segundo ele, “o desenvolvimento cognitivo é perfeito” e o pequeno poliglota já é capaz de assistir a animações complexas como Moana, sem du­blagem ou legenda, e assimilar o vocabulário.

    Assim como acontece com as escolas regulares, é importante que os pais saibam que os cursos de inglês têm metodologias e conceitos variados. Há aqueles que privilegiam a imersão total no segundo idioma e até fazem a alfabetização simultânea nas duas línguas. Existem as escolinhas que adotam a tecnologia desde os primeiros níveis, e outras que preferem as brincadei­ras tradicionais. A opção por um ou outro modelo vai depender do perfil da família.

    Conheça algumas escolas que oferecem cursos inglês para crianças em Beagá*:

    1. FUTURE – para crianças a partir de 4 meses
    2. TIC TAC TOE – para crianças a partir de 1 ano
    3. NUMBER ONE – para crianças a partir de 2 anos
    4. THE KIDS CLUB – para crianças a partir de 2 anos
    5. CULTURA INGLESA – para crianças a partir de 3 anos
    6. RED BALLOON – para crianças a partir de 3 anos
    7. YÁZIGI – para crianças a partir de 3 anos
    8. CCAA – para crianças a partir de 3 anos
    9. GREENWICH SCHOOLS – para crianças a partir de 3 anos
    10. FISK – para crianças a partir de 4 anos
    11. MINDS IDIOMAS – para crianças a partir de 9 anos


    * Pesquisa feita pela reportagem em fevereiro de 2017 junto às instituições

    DEIXE UM COMENTÁRIO

    Por favor, deixe seu comentário
    Seu nome aqui