5 pontos importantes para quem pensa em Fertilização in vitro (FIV)

Procedimento cada vez mais comum exige preparo emocional, avaliação do casal e atenção aos hábitos de vida para aumentar as chances de sucesso
Mulher com teste de gravidez? Fonte: Freepik

 

Quando há algum tipo de dificuldade para engravidar, a fertilização in vitro (FIV) acaba, em muitos casos, sendo uma das técnicas mais recomendadas de reprodução assistida. O procedimento consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório. Só depois disso, é que o embrião é transferido para o útero.

No Brasil, o método tem se popularizado. Dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontam que, em 2025, foram realizados 62.760 ciclos de fertilização in vitro no país.

Embora seja um tipo de procedimento com boas chances de sucesso, parte dos resultados depende também de alguns fatores controlados pelos pais. É importante, por exemplo, cuidar da saúde, da alimentação, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo e o consumo de álcool, cuidar da saúde emocional… E isso vale tanto para a mulher, quanto para o homem!

Aqui, cinco pontos importantes para quem pretende realizar a FIV:

Não é sinônimo de desespero
Embora muitas vezes seja associada a tentativas anteriores sem sucesso, a fertilização in vitro não precisa ser encarada como a última alternativa. O procedimento pode ser indicado em diferentes situações, como dificuldade para engravidar após um ano de tentativas, idade materna avançada, fator masculino, casais homoafetivos e pessoas solteiras. A técnica também pode ser utilizada para preservação da fertilidade antes de tratamentos médicos ou para reduzir o risco de transmissão de doenças genéticas.

Cada ciclo é único
O insucesso em um primeiro ciclo de FIV é relativamente comum e não deve ser interpretado como falha definitiva. A resposta à estimulação hormonal, o número de óvulos coletados, a qualidade dos embriões e as condições do útero podem variar entre pacientes e até entre ciclos da mesma pessoa. Por isso, após uma tentativa sem sucesso, é comum que a equipe médica reavalie exames, protocolos e hábitos de vida antes de uma nova tentativa.

O estado emocional faz diferença
A fertilização in vitro é um processo que envolve expectativas e pode gerar ansiedade e frustração, especialmente quando são necessárias mais tentativas. O tempo entre as etapas, o uso de medicações e a espera pelo resultado podem provocar desgaste emocional. Por isso, o acompanhamento psicológico durante o tratamento faz diferença. A terapia especializada pode ajudar o casal a lidar com o estresse e com as incertezas, contribuindo para uma experiência mais equilibrada.

Mais óvulos não significam mais chances de gravidez
Um número elevado de óvulos coletados não garante maior taxa de sucesso. Nem todos os óvulos estarão maduros ou aptos à fertilização, e nem todos os embriões evoluem até o estágio ideal para transferência. Esse processo é conhecido como “funil da FIV”. A partir da coleta de dez óvulos, por exemplo, apenas parte deles tende a evoluir até o estágio de blastocisto, o que é considerado normal dentro da técnica.

A avaliação do parceiro é indispensável
Mesmo quando a fertilização in vitro é indicada, a investigação do fator masculino continua sendo fundamental. Cerca de 30% dos casos de infertilidade estão relacionados ao homem e podem envolver alterações hormonais, fatores genéticos, infecções, varicocele, doenças crônicas ou hábitos de vida. O acompanhamento médico do parceiro permite identificar essas condições e ajustar o tratamento de forma mais adequada.

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