Você sabe o que pode acontecer com seu filho em dias muito quentes?

Com previsão de temperaturas em alta para diversas regiões do Brasil neste fim de semana, especialistas alertam: bebês e crianças sofrem mais com altas temperaturas e precisam de cuidado extra para evitar desidratação, insolação e outros riscos
Menos sol, mais água, rotina mais leve para enfrentar o calor excessivo
Foto: Freepik
Menos sol, mais água, rotina mais leve para enfrentar o calor excessivo Foto: Freepik

A previsão de temperaturas extremas em várias áreas do Brasil neste fim de semana, incluindo capitais e regiões metropolitanas, acende um alerta importante para as famílias. Ondas de calor, cada vez mais frequentes, são desconfortáveis. Porém, no caso de bebês e crianças pequenas, os prejuízos podem ser mais sérios. O calor extremo é capaz de afetar diretamente a saúde dos pequenos.

Um dos grupos mais vulneráveis ao calor excessivo, as crianças têm maior risco de desidratação, exaustão térmica e insolação em dias muito quentes. Os sintomas podem surgir rapidamente.

Por que o calor pesa mais para as crianças?

O organismo infantil aquece mais rápido e perde calor com mais dificuldade. Além disso bebês não conseguem comunicar que estão com sede; crianças pequenas se distraem e bebem menos líquidos e o sistema de regulação térmica ainda está imaturo.

Pesquisas de universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo, mostram que períodos de calor intenso estão associados ao aumento de atendimentos pediátricos por desidratação, mal-estar, infecções gastrointestinais e queda de pressão.

Fique atento aos sinais de alerta

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é importante que os pais e responsáveis fiquem atentos e busquem ajuda médica se a criança apresentar sintomas como:

  • Boca seca e diminuição do xixi
  • Sonolência excessiva ou irritabilidade fora do padrão
  • Pele muito quente e avermelhada
  • Dor de cabeça, tontura, náuseas ou vômitos
  • Febre sem sinais claros de infecção
  • Em bebês, sinais como choro sem lágrimas, moleira afundada e dificuldade para mamar merecem atenção imediata.

Ajustes na rotina

A programação dos dias deve ser organizada para evitar exposição direta ao sol nos horários críticos, entre 10h e 16. Priorizar ambientes ventilados e adaptar horários de passeio e brincadeiras para o início da manhã ou fim da tarde são recomendações do Ministério da Saúde, sobretudo nos dias intensos de verão.

A alimentação também precisa de atenção. Lembre-se de oferecer água várias vezes ao dia (sem esperar a criança pedir), dê preferência a frutas ricas em água, como melancia, melão e laranja e aposte em refeições mais leves. Bebês em aleitamento materno devem mamar com mais frequência. Mas não se esqueça: bebês com menos de 6 meses não precisam de água, exceto em caso de orientação médica.

Ventilador e ar-condicionado: usar ou evitar?

Podem ser usados, sim, com alguns cuidados. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda:

  • evitar vento direto sobre a criança,
  • manter o ambiente limpo e arejado,
  • não exagerar na diferença de temperatura para evitar choque térmico.

Ambientes excessivamente frios também podem causar desconforto respiratório.

Especialistas alertam que ondas de calor tendem a se tornar mais comuns com as mudanças climáticas. Por isso, adaptar a rotina das crianças em dias muito quentes não é exagero. Em fins de semana como este, a regra é simples e eficaz: menos sol, mais água, rotina mais leve e atenção aos sinais do corpo.

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