Seu filho foi adicionado ao Grupo 301? Escolas particulares fazem alerta importante aos pais

Corrente no WhatsApp incentiva crianças a adicionarem desconhecidos e acende preocupação entre escolas e famílias
Grupo 301 tem preocupado educadores e pais Foto: Freepik

“Grupo 301 – adicione todo mundo que conhecer”. Você já viu este grupo no WhatsApp do seu filho? A mensagem com o convite tem circulado tanto pelo aplicativo de mensagens, que algumas instituições de ensino já enviaram alertas aos pais. As escolas orientam os responsáveis a verificarem os aparelhos de crianças e adolescentes, para descobrir se eles estão participando de grupos com desconhecidos.

“Recentemente, tomamos conhecimento de uma situação alarmante, que tem rondado a atualidade: o grupo do WhatsApp denominado Grupo 301 – Adicione todo mundo que conhecer”, diz o comunicado de uma instituição particular de São Paulo (SP). Segundo a escola, a preocupação surgiu após relatos de inclusão de crianças e adolescentes em grupos com grande número de participantes e sem supervisão. O texto afirma ainda que o grupo “tem adicionado telefones de crianças e adolescentes (…) propagando conteúdos inapropriados”.

O que é o tal do Grupo 301?

O “Grupo 301” funciona como uma corrente: alguém cria o grupo e pede para que cada participante adicione o maior número possível de pessoas. Com isso, em pouco tempo, o espaço passa a reunir centenas de contatos, muitos deles desconhecidos entre si. O problema é que não há controle sobre quem entra nem sobre o que é compartilhado ali, o que pode expor crianças a conteúdos inadequados, mensagens de estranhos, links maliciosos e até situações de assédio ou cyberbullying.

A dinâmica também é apresentada de um jeito que chama a atenção. De acordo com o comunicado, “a chamada dirigida a crianças exibe a frase: ‘Adicione todo mundo que conhecer’ e normalmente também convencem as crianças a não adicionar a família, somente amigos e amigas”. Esse tipo de orientação aumenta o risco, já que os responsáveis deixam de acompanhar o que acontece dentro do grupo.

A escola também alerta que os números podem circular com facilidade. “Os números celulares têm sido compartilhados, intencionalmente ou não, por amigos que navegam em chats de jogos, mensagens e até mesmo por meio de vazamentos criminosos de dados”, afirma o texto. Isso significa que, mesmo sem divulgar o telefone publicamente, a criança pode acabar sendo adicionada por alguém fora do seu círculo de convivência.

Outra preocupação é a idade dos participantes. Segundo o comunicado, esse tipo de situação tem ocorrido cada vez mais cedo, “envolvendo até mesmo crianças a partir de 6 anos de idade”. Como muitas já têm acesso ao WhatsApp, grupos escolares e chats de jogos, a entrada em correntes desse tipo pode acontecer rapidamente e sem que os pais percebam.

A orientação é que as famílias conversem com as crianças e acompanhem mais de perto o uso do celular. “É fundamental que conversem, acompanhem, verifiquem o celular do seu (sua) filho (a). Caso identifiquem a inclusão deles nesse grupo ou em outros com conteúdo semelhante recomendamos que os orientem a sair imediatamente”, diz o comunicado.

Se você ainda não teve esse tipo de conversa com seu filho, está mais do que na hora. Explique, de uma forma que ele compreenda, de acordo com a idade, que não é seguro participar de grupos com desconhecidos, nem adicionar pessoas sem autorização. Vocês podem combinar que a criança sempre avise quando for incluída em um grupo novo e configurar o WhatsApp para permitir adição apenas por contatos conhecidos. São medidas simples, que ajudam a reduzir os riscos.

Mais do que proibir, o ideal é manter o diálogo aberto. Reforce que não existem “segredos” em ambientes online, que desconhecidos não devem ter acesso ao número de telefone e que qualquer situação estranha deve ser compartilhada com os pais. Em correntes como o “Grupo 301”, o principal risco é justamente a falta de controle. A informação continua sendo a melhor forma de prevenção.

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