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Se seu filho tiver estas atitudes no WhatsApp, você pode ser responsabilizado
O celular faz parte da rotina da maioria dos adolescentes e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, acabaram se tornando um dos principais espaços de socialização entre eles. Se você não pode vencê-los… Eduque-os para usar a tecnologia da forma correta! Isso é importante não só para as crianças e adolescentes, mas para a sociedade e para vocês, pais. Muitas conversas ou trocas de conteúdo podem parecer inofensivas, mas muitas famílias não sabem que o que acontece nestes grupos pode ter consequências legais no mundo real. A culpa pode recair sobre os responsáveis.
Ofensas a colegas ou professores, compartilhamento de boatos, montagens para expor alguém, ameaças ou incentivo à violência são exemplos de comportamentos que configuram crimes ou atos infracionais quando acontecem no ambiente digital. Em uma publicação impactante nas redes sociais, a advogada Lilian Jabour, que é especialista em Direito Digital, Cibersegurança e LGPD, listou uma série de atitudes que os adolescentes podem ter nos aplicativos de troca de mensagens e que podem gerar consequências para os pais
E nem é preciso ser o autor da postagem para ter problemas com a lei, viu? Em alguns casos, simplesmente o fato de permanecer em um grupo onde são compartilhados conteúdos discriminatórios ou imagens íntimas vazadas pode gerar implicações. “Ah, mas ele não falou nada. Só estava no grupo”. Mesmo assim: o silêncio não esconde o problema, nem exime de responsabilidade, especialmente quando se trata de conteúdos ilegais ou ofensivos.
Troca de “nudes” entre adolescentes também pode ser crime
Outro ponto que frequentemente gera surpresa é a troca de imagens íntimas entre adolescentes. Muitos pais acreditam que, quando ocorre dentro de um namoro, não há problema. Juridicamente a situação é diferente. No Brasil, armazenar ou compartilhar imagens íntimas de menores de 18 anos pode ser considerado crime, independentemente de haver consentimento entre os adolescentes. Isso significa que guardar, enviar ou repassar esse tipo de conteúdo pode ter consequências legais, segundo a especialista.
Quando adolescentes se envolvem em comportamentos considerados ilegais no ambiente digital, o caso pode ser tratado como ato infracional, equivalente ao crime no sistema de justiça juvenil. Nessas situações, os pais também podem ser responsabilizados civilmente por danos causados a terceiros.
Supervisão não é invasão
Muitos pais acabam deixando de olhar o celular dos adolescentes, preocupados com a privacidade dos filhos. “Eu não posso invadir o celular do meu filho”, dizem eles. Para especialistas em educação digital, no entanto, supervisão não significa invasão, mas sim parte do dever de cuidado dos responsáveis. Crianças e adolescentes ainda estão em processo de desenvolvimento e aprendizado sobre limites, inclusive no ambiente digital.
Por isso, orientar sobre o que pode ou não ser compartilhado, conversar sobre respeito nas redes e acompanhar de perto o uso dos dispositivos são atitudes consideradas fundamentais para prevenir problemas.
Educação digital começa em casa
Segundo Lilian, temas como cibersegurança e proteção de dados ainda são pouco discutidos entre famílias. Em palestras sobre educação digital para pais, ela relata que a reação costuma ser a mesma quando explica que guardar ou compartilhar imagens íntimas de menores de idade pode ser crime. “Geralmente há um silêncio de surpresa, como se fosse uma novidade”, afirma. Para ela, isso mostra como ainda tratamos o ambiente digital como se fosse separado da vida real.
Diante disso, é fundamental que os pais saibam que a educação digital precisa ser tratada como parte da formação de crianças e adolescentes. Isso envolve conversar sobre direitos, deveres e limites nas redes, além de explicar quais comportamentos podem causar danos a outras pessoas. A escola tem papel importante nesse processo, mas a orientação dentro de casa também é essencial. Informação, supervisão e limites são formas indispensáveis de amar seu filho.
Canguru News
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