Quer reduzir as chances de seu bebê ter alergias alimentares? Saiba qual alimento incluir no prato durante a gravidez

Uma pesquisa internacional, que acompanhou mais de 2 mil mães e bebês, encontrou associação entre o consumo de abacate durante a gestação e menor risco de alergias alimentares no primeiro ano de vida
Veja o que não pode faltar no cardápio da grávida Foto: Freepik

A alimentação durante a gravidez pode ter impactos duradouros na saúde do bebê e, segundo um novo estudo, pode influenciar até na redução do risco de desenvolver alergias. Um estudo recente publicado na base científica PubMed identificou que o consumo de abacate durante a gestação pode estar associado a uma diminuição significativa no risco de alergias alimentares em crianças no primeiro ano de vida.

Não sei se foi isso ou se foi coincidência, mas, aqui em casa, tudo indica que funcionou mesmo. Eu adoro abacate e sempre consumi muito, na gravidez e fora dela. Vitamina de abacate, mousse, a fruta mesmo com mel, na salada, guacamole… Nossa, eu adoro! Por aqui, zero alergias. E as crianças também herdaram o amor por essa fruta, cremosa e versátil. Não faço parte de um estudo científico e, claro, o fato de ter acontecido aqui em casa não é prova nenhuma de relação causal. Mas, de fato, pesquisadores buscaram entender melhor o assunto e fizeram descobertas curiosas.

A pesquisa analisou dados da coorte finlandesa Kuopio Birth Cohort (KuBiCo), que acompanha mães e filhos desde a gravidez. No total, 2.272 mulheres e seus bebês participaram do estudo. Os resultados chamaram atenção pela magnitude da associação.

“Neste estudo, o consumo materno de abacate durante a gravidez foi associado a um menor risco de alergias alimentares em crianças aos 12 meses de vida”, explica a nutricionista Luana Stangherlin Santos, mestre em Saúde Coletiva, ao divulgar o estudo em uma publicação em suas redes sociais. Ela não participou do trabalho, mas compartilhou os achados com o público pela internet.

“Mães que consumiram abacate durante a gestação apresentaram 43,6% menos chances de relatar alergias alimentares em seus filhos em comparação com aquelas que não consumiram, mesmo após ajuste para diversos fatores, como idade materna, escolaridade e qualidade da dieta”, acrescenta. O consumo de abacate não se associou a outros desfechos alérgicos, como rinite, chiado paroxístico e eczema.

As participantes foram classificadas como consumidoras de abacate se relataram ingerir a fruta em pelo menos um dos dois momentos avaliados: no primeiro ou no terceiro trimestre da gravidez. Os dados de alergias nos filhos foram coletados por meio de questionários de acompanhamento aos 12 meses de vida.

Um padrão de saúde mais favorável

Um dos dados observados no estudo é que as mulheres que consumiam abacate também apresentavam, em média, hábitos de vida mais saudáveis. “Mães que consumiram abacate durante a gestação apresentaram características associadas a melhores padrões de saúde, incluindo maior qualidade da dieta (avaliada pelo índice AHEI-P), maior frequência de amamentação e menor índice de massa corporal (IMC). Elas também foram menos propensas a fumar. Esses fatores, ajustados na análise, reforçam que o efeito protetor do abacate não se deve apenas a esses comportamentos, mas ao próprio consumo da fruta”, explica a nutricionista.

O abacate é uma fruta rica em gorduras monoinsaturadas, fibras, vitaminas do complexo B, vitamina E e compostos antioxidantes, nutrientes que podem contribuir para o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê.

Pesquisas recentes têm sugerido que a nutrição durante a gestação pode influenciar o desenvolvimento imunológico fetal, afetando inclusive a forma como o organismo reage a alimentos após o nascimento.

O que os resultados ainda não provam

Apesar dos resultados promissores, é preciso interpretá-los com cautela. Os próprios pesquisadores destacam que o estudo aponta uma associação, e não uma relação direta de causa e efeito. “Embora o estudo tenha demonstrado uma associação entre o consumo materno de abacate e a redução do risco de alergias alimentares em bebês, ele possui limitações. O uso de questionários autorreportados para avaliar o consumo alimentar e as condições alérgicas pode introduzir vieses de memória”, ressalta Luana. Novos estudos, especialmente pesquisas clínicas, ainda serão necessários para confirmar o papel específico do abacate na prevenção de alergias.

De qualquer forma, uma coisa é consenso: uma alimentação variada e rica em alimentos naturais durante a gravidez é um dos pilares para a saúde futura da criança. Vai um guacamole aí?

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