Que tal passear com a família pelas maravilhas da Serra do Cipó?

Leia a coluna de Luís Giffoni na #Canguru de abril.

Por Luís Giffoni

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Foto: Cristina Moreno de Castro

Algumas regiões do Brasil reúnem beleza e conforto. Poucas reúnem beleza, conforto e natureza única. Menos ainda têm beleza, conforto, natureza única e são quase desconhecidas. É o caso da Serra do Cipó, um Parque Nacional a 100 km de Belo Horizonte ou a 60 km do Aeroporto Internacional de Confins. Paulistas, cariocas e até os mineiros pouco aparecem por lá. Não sabem o que estão perdendo. Tanto as crianças quanto os adultos. O Cipó, como é mais conhecida a serra, possui dezenas de cachoeiras, como a do Véu da Noiva, a Cachoeira Grande, a da Farofa, a do Gavião, a dos Confins, a Serra Morena… Há ainda o Travessão, um rasgo na rocha provocado por eventos cataclísmicos ocorridos milhões de anos atrás, onde surge, após as tempestades, uma das mais altas e bonitas quedas d’água do Brasil.

Entre seus vários cânions, no das Bandeirinhas se curtem águas límpidas, rochas a prumo e se veem peixes que só o Cipó tem. O Parque Nacional oferece muitas trilhas, algumas bastante planas, que podem ser percorridas a pé, de bicicleta ou a cavalo (alugados na portaria do Parque), alegria adicional para as crianças enquanto descobrem a beleza e o exotismo das plantas do caminho. Explore os rios em canoas canadenses e, após um passeio no meio da mata, conheça um tesouro: pinturas rupestres deixadas por gente que viveu há oito, dez mil anos. Os paredões e os abrigos são enfeitados por bichos, alguns que não mais existem, caçadas, danças e sinais indecifráveis. Uma curiosidade: essas pinturas, feitas com óxidos e barro de cupinzeiro, foram executadas por adolescentes, pois a vida de então costumava não passar dos dezoito anos.

Ali perto fica a Lapinha da Serra, um vilarejo encravado no tempo e na natureza, onde se desfrutam a paz, o ar puro, o Pico do Breu, as águas de uma represa, as caminhadas curtas e longas. Os mais valentes podem fazer a travessia até a cachoeira do Tabuleiro, a maior de Minas Gerais. A jornada, no topo de uma chapada, vale cada passo que se dá. Os olhos, a mente e o corpo agradecem.

Os hotéis e pousadas do Cipó atendem a todo tipo de exigência. Também existem opções no Airbnb. Os restaurantes oferecem comida mineira e internacional.
A Serra do Cipó se formou há mais de um bilhão de anos. Uma pena que só agora estejamos descobrindo sua beleza.

 

Luís Giffoni é cronista, romancista e palestrante. Autor de 26 livros, tem nas viagens uma de suas paixões. Nelas aprende a diversidade do mundo e das pessoas, experiência que acaba traduzindo em suas obras. Neste espaço, dá dicas sobre como aproveitar o mundo com os pequenos. giffoni@canguruonline.com.br
 

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