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Qual é a idade perfeita para colocar o bebê na natação?
O contato com a água pode trazer uma série de benefícios para o seu filho. Além de ser um momento divertido e de interação e fortalecimento de vínculo, já que bebês pequenos fazem natação junto com um adulto responsável, a atividade estimula o desenvolvimento motor, ajuda a relaxar, melhora a qualidade do sono e cria a base para que aprender a nadar sozinho mais tarde. Para crianças maiores, traz todas as vantagens dos exercícios físicos e é uma ferramenta importante em termos de segurança, prevenindo acidentes como afogamentos.
Mas qual é o melhor momento para começar? A resposta não é única e depende de vários fatores, que podem variar de criança para criança, como o desenvolvimento físico e imunológico. Algumas informações podem ajudar os pais a avaliarem o cenário, antes de tomar a decisão de fazer a matrícula na natação infantil.
Interação positiva com a água
Algumas escolas de natação oferecem atividades em ambiente controlado, a partir de 3 ou 4 meses, focadas apenas em conforto e familiarização com a água, sempre com os pais na piscina e zero expectativas de ensinar a nadar. A ideia, nessa fase, é apenas aproximar os pequenos do ambiente de piscina. Mas é possível que os próprios pais trabalhem essa introdução em casa mesmo, de forma tranquila, na hora do banho, por exemplo. O objetivo é apenas relaxar e estimular a criança a se sentir bem em contato com a água.
Aos 6 meses: primeira janela
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que a natação para bebês comece a partir de 6 meses de idade. Nessa fase, o conduto auditivo interno do bebê já está mais desenvolvido, o que ajuda a reduzir o risco de infecções no ouvido, e a maioria das vacinas do calendário já foi aplicada, fortalecendo a imunidade da criança. Além disso, entre 4 e 6 meses o bebê começa a ter melhor controle do pescoço e movimentos corporais, o que facilita a adaptação à água e torna as atividades mais seguras e prazerosas. Os pais precisam fazer as aulas junto, em academias com aulas focadas nesta faixa etária.
De 1 a 3 anos: primeiros aprendizados
A partir dos 12 meses (1 ano) os bebês já podem iniciar aulas que ensinem competências básicas de natação e segurança na água, sempre com instrutores qualificados e em ambientes apropriados. Como ainda se trata de crianças muito pequenas, que ainda precisam de assistência individual, os pais continuam participando das aulas.
De 3 a 4 anos: mais autonomia
Muitas escolas de natação no Brasil começam a oferecer aulas sem os pais na piscina por volta dos 3 ou 4 anos de idade. Nessa fase, a criança tem maior domínio motor, autonomia e foco, o que facilita a participação em aulas com instrutores, de forma supervisionada por profissionais, porém sem os responsáveis na água durante toda a atividade.
O foco ainda lúdico e as aulas oferecem instrução aquática básica.
A partir dos 5: primeiras braçadas
Muitas crianças de 4 ou 6 anos já estão aptas a participar de aulas mais estruturadas de natação, com movimentos de nado, coordenação respiratória e técnicas mais definidas, sempre com instrutores e regras de segurança claras. Depois disso, conforme crescem, os pequenos aprendem novas técnicas e aperfeiçoam as que já sabem. Algumas chegam a participar de competições. Mas atenção: tudo sem estresse ou pressão! O objetivo é aprender e se divertir.
Natação para bebês: dicas importantes
O que os especialistas recomendam:
Supervisão constante: nunca deixe o bebê sozinho na água — mesmo que com boias ou brinquedos.
Água aquecida e ambiente seguro: bebês regulam mal a temperatura corporal, então a água deve ser morna e a exposição deve ser curta.
Pediatra em primeiro lugar: antes de iniciar as aulas, converse com o pediatra para avaliar se o bebê está saudável e pronto para a atividade.
Canguru News
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