Qual é a idade perfeita para colocar o bebê na natação?

A partir de quando é seguro fazer a introdução da criança na água e o que considerar antes de começar
Bebê fazendo aula de natação Foto: Freepik

O contato com a água pode trazer uma série de benefícios para o seu filho. Além de ser um momento divertido e de interação e fortalecimento de vínculo, já que bebês pequenos fazem natação junto com um adulto responsável, a atividade estimula o desenvolvimento motor, ajuda a relaxar, melhora a qualidade do sono e cria a base para que aprender a nadar sozinho mais tarde. Para crianças maiores, traz todas as vantagens dos exercícios físicos e é uma ferramenta importante em termos de segurança, prevenindo acidentes como afogamentos.

Mas qual é o melhor momento para começar? A resposta não é única e depende de vários fatores, que podem variar de criança para criança, como o desenvolvimento físico e imunológico. Algumas informações podem ajudar os pais a avaliarem o cenário, antes de tomar a decisão de fazer a matrícula na natação infantil.

Interação positiva com a água

Algumas escolas de natação oferecem atividades em ambiente controlado, a partir de 3 ou 4 meses, focadas apenas em conforto e familiarização com a água, sempre com os pais na piscina e zero expectativas de ensinar a nadar. A ideia, nessa fase, é apenas aproximar os pequenos do ambiente de piscina. Mas é possível que os próprios pais trabalhem essa introdução em casa mesmo, de forma tranquila, na hora do banho, por exemplo. O objetivo é apenas relaxar e estimular a criança a se sentir bem em contato com a água.

Aos 6 meses: primeira janela

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que a natação para bebês comece a partir de 6 meses de idade. Nessa fase, o conduto auditivo interno do bebê já está mais desenvolvido, o que ajuda a reduzir o risco de infecções no ouvido, e a maioria das vacinas do calendário já foi aplicada, fortalecendo a imunidade da criança. Além disso, entre 4 e 6 meses o bebê começa a ter melhor controle do pescoço e movimentos corporais, o que facilita a adaptação à água e torna as atividades mais seguras e prazerosas. Os pais precisam fazer as aulas junto, em academias com aulas focadas nesta faixa etária.

De 1 a 3 anos: primeiros aprendizados

A partir dos 12 meses (1 ano) os bebês já podem iniciar aulas que ensinem competências básicas de natação e segurança na água, sempre com instrutores qualificados e em ambientes apropriados. Como ainda se trata de crianças muito pequenas, que ainda precisam de assistência individual, os pais continuam participando das aulas.

De 3 a 4 anos: mais autonomia

Muitas escolas de natação no Brasil começam a oferecer aulas sem os pais na piscina por volta dos 3 ou 4 anos de idade. Nessa fase, a criança tem maior domínio motor, autonomia e foco, o que facilita a participação em aulas com instrutores, de forma supervisionada por profissionais, porém sem os responsáveis na água durante toda a atividade.
O foco ainda lúdico e as aulas oferecem instrução aquática básica.

A partir dos 5: primeiras braçadas

Muitas crianças de 4 ou 6 anos já estão aptas a participar de aulas mais estruturadas de natação, com movimentos de nado, coordenação respiratória e técnicas mais definidas, sempre com instrutores e regras de segurança claras. Depois disso, conforme crescem, os pequenos aprendem novas técnicas e aperfeiçoam as que já sabem. Algumas chegam a participar de competições. Mas atenção: tudo sem estresse ou pressão! O objetivo é aprender e se divertir.

Natação para bebês: dicas importantes

O que os especialistas recomendam:

Supervisão constante: nunca deixe o bebê sozinho na água — mesmo que com boias ou brinquedos.
Água aquecida e ambiente seguro: bebês regulam mal a temperatura corporal, então a água deve ser morna e a exposição deve ser curta.
Pediatra em primeiro lugar: antes de iniciar as aulas, converse com o pediatra para avaliar se o bebê está saudável e pronto para a atividade.

 

 

Aviso de conteúdo

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.

Veja Também

Quer engravidar? Então, corra!

Não, a gente não quer te pressionar nem apressar uma decisão tão séria. Mas correr (ou praticar outras atividades físicas)...