Por que é tão difícil (e tão importante!) fazer amizades na vida adulta?

Em tempos de tanto isolamento, telas e a necessidade de se provar autossuficiente, os vínculos sociais e a convivência acabaram ficando para trás. Parece até que estamos nos esquecendo de um “detalhe”: nossa espécie só chegou até aqui porque soube conviver em grupo. A boa notícia é que, mesmo com a rotina cheia e o cansaço, muitas mulheres estão redescobrindo jeitos simples e prazerosos de se conectar
Amizade na vida adulta Foto: Magnific

Fazer novas amizades na vida adulta nunca foi exatamente simples. Para muitas mães, pode parecer ainda mais difícil. Falta de tempo, cansaço mental, insegurança e aquela sensação de precisar “estar bem” o tempo todo em eventos sociais acabam afastando muita gente. E a preguiça de puxar assunto na porta da escola, então? Parece que ninguém se conecta com quem você é. Ou, então, todos parecem performar demais, enquanto você se sente inadequada, não se encaixa…

Melhor voltar para o seu “casulo” e se isolar, então? Não… Talvez haja um meio termo possível. Um movimento tem ganhado força justamente por ir na contramão disso: a chamada “socialização leve” (ou soft socializing).

A ideia é simples e bastante intuitiva. Em vez de encontros focados apenas em conversar, como um café ou happy hour, a proposta é participar de atividades em grupo que já têm um objetivo em comum. Facilita, porque, nesse caso, a interação acontece no meio do caminho, sem pressão.

Mesmo com tanta conexão digital, muita gente se sente enferrujada socialmente. Iniciar conversas, lidar com silêncios ou criar vínculos fora dos ambientes tradicionais (como escola ou trabalho) pode gerar ansiedade. Isso se intensifica em eventos sociais clássicos, onde parece haver uma expectativa implícita de desempenho: ser interessante, simpática, comunicativa o tempo todo. Na prática, isso cansa e afasta.

Mas a socialização leve parte de um princípio importante: quando existe uma atividade compartilhada, a conversa deixa de ser o foco principal, o que acaba aliviando a tensão.

É o que acontece, por exemplo, em aulas, oficinas ou encontros temáticos. Ali, existe um “assunto garantido”, uma espécie de apoio emocional. Se as pessoas estão ali é porque já se interessam por aquele tema ou atividade. Mas é mais do que isso: se a conversa fluir, ótimo. Se não, tudo bem também. É justamente nesse cenário mais relaxado que surgem os primeiros vínculos e pequenos momentos de conexão que, com o tempo, podem virar amizade.

Ideias de socialização leve

Se a ideia é se abrir para novas conexões sem pressão, algumas atividades podem funcionar bem, como:

Aulas e cursos presenciais
Pode ser dança (do forró ao ballet adulto), cerâmica, pintura ou até culinária. Além de aprender algo novo, você encontra pessoas com interesses parecidos, o que já facilita muito a conversa.

Clubes de leitura
Eles parecem ter voltado com tudo! Os tradicionais grupos de leitura continuam sendo ótimos espaços de troca. Sabe aquela vontade de conversar com quem também pode ter sido impactado pela mesma obra, depois da última página?

Atividades físicas em grupo
Do beach tennis ao pilates, passando por caminhada em parques ou grupos de corrida. O exercício vira o ponto de conexão e o papo vem naturalmente depois.

Oficinas criativas
Arranjos de flores, bordado, crochê, aquarela. Os chamados “hobbies de vó” voltaram com tudo e são perfeitos para socializar sem pressão, já que as mãos estão ocupadas e o clima é mais acolhedor.

Voluntariado na escola dos filhos
Festa junina, feira cultural, apresentação de fim de ano. Participar desses momentos é uma forma orgânica de conhecer outros pais, com um interesse em comum: as crianças.

Eventos temáticos e encontros pequenos
Feiras, workshops, encontros gastronômicos ou até grupos organizados em redes sociais. O importante é que exista um tema central que tire o peso da interação.

Amizade não precisa ser perfeita

Muitas vezes, a gente tem dificuldade de fazer amigos porque idealiza uma relação perfeita. Encaixe perfeito, alguém que goste exatamente do que você gosta e que concorde com tudo o que você faz. Mas isso não existe, né? Além disso, é importante lembrar que nem todo encontro vai render uma nova melhor amiga — e tudo bem.

Às vezes, o ganho está em sair de casa, aprender algo novo ou simplesmente ter uma conversa agradável, sem cobranças ou grandes expectativas. Com o tempo, a repetição desses encontros cria familiaridade. Os vínculos mais consistentes surgem devagar e sem pressão. E valem muito a pena!

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Renata Menezes

É jornalista, entusiasta da maternidade e vive a intensidade (e as descobertas!) de ser mãe de um adolescente! Quando não está escrevendo aqui na Canguru News ou viajando com a família, você a encontrará nas quadras, recarregando as energias com suas amigas no time de handebol Master EG. Para ela, a maternidade é uma viagem constante — e ela adora compartilhar cada parada desse roteiro com nossas leitoras

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