Mpox: o que os pais precisam saber sobre a doença e o risco para crianças no Brasil

Casos seguem sendo registrados no país, mas autoridades descartam surto. Entenda como ocorre a transmissão, quais são os sintomas nas crianças e quando procurar atendimento
Criança doente Foto: Freepik

A mpox, uma doença viral que ganhou projeção mundial em 2022, voltou a aparecer nos noticiários com novos casos registrados no Brasil. Embora o cenário atual não seja de emergência sanitária, a circulação do vírus exige atenção. Como em todos os casos de doenças que se espalham pelo mundo, buscar informações de qualidade e tomar os cuidados importantes, sem pânico, é a melhor forma de proteger sua família. A circulação de doenças preocupa, principalmente quem tem crianças pequenas em casa. Calma, que a gente reuniu aqui tudo o que você precisa saber sobre o assunto.

Segundo o Ministério da Saúde, o país mantém vigilância ativa e registro de casos esporádicos, sem indicação de transmissão descontrolada. Por enquanto, a orientação é monitorar sintomas e reforçar cuidados básicos de prevenção.

O que é mpox?
A mpox é causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão acontece principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada.

Os sintomas mais comuns são:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Cansaço
  • Ínguas (gânglios inchados)
  • Lesões na pele, que podem começar como manchas e evoluir para bolhas ou crostas

As lesões costumam durar de duas a quatro semanas.

Crianças podem pegar mpox?

Sim, mas os casos em crianças têm sido menos frequentes do que em adultos. A transmissão costuma ocorrer em situações de contato físico próximo, dentro de casa, por exemplo.

Pais devem ficar atentos principalmente se a criança teve contato próximo com alguém diagnosticado com mpox, se tiver febre e manchas ou bolhas incomuns na pele e se as lesões aparecerem junto com ínguas no pescoço, axila ou virilha. A maioria dos casos descritos recentemente no Brasil tem sido leve ou moderada, com recuperação completa.

Caso uma criança seja diagnosticada, a recomendação é:

  • Manter isolamento até que todas as lesões estejam cicatrizadas
  • Evitar compartilhar objetos pessoais
  • Informar a escola para monitoramento adequado

Há risco nas escolas?

Até o momento, não há recomendação de fechamento de escolas ou medidas coletivas amplas. Como a transmissão exige contato próximo e direto, o risco em ambientes escolares é considerado baixo quando não há casos confirmados.

Existe vacina?

O Brasil tem, sim, uma vacina específica contra mpox, mas ela é direcionada principalmente a grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como pessoas com maior risco de exposição. Não é uma vacina aplicada rotineiramente em todas as crianças.

O que os pais precisam saber:

  •       Não há cenário de surto descontrolado no Brasil neste momento.
  •       A transmissão exige contato próximo.
  •       Informação confiável evita pânico desnecessário.
  •       Sintomas suspeitos devem ser avaliados por um profissional de saúde.
  •       É importante evitar a automedicação.

O momento é de atenção responsável, não de alarme. Manter os cuidados básicos de higiene, observar sintomas e buscar orientação médica quando necessário continuam sendo as melhores estratégias para proteger as crianças.

Fonte: Ministério da Saúde

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