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Moda e a adultização infantil
Por Felipe Chaves

Pipocam no comércio, a cada dia, artigos infantis que até então eram destinados somente ao público adulto. No vestuário, principalmente. Basta abrir as revistas, assistir a um programa ou navegar nas redes sociais para encontrar uma garotinha usando uma peça de roupa bem semelhante à de seus pais. A moda infantil está trilhando novos caminhos nos últimos anos. Crianças como a pequena Suri, filha de Tom Cruise e Katie Holmes, ganharam até uma categoria especial: “minifashionista”, aquela que dita as tendências de moda entre seu público.
A primeira referência de estilo de uma menina é a sua mãe. É até engraçadinho quando elas vestem suas roupas, passam batons, calçam sapatos maiores que os pés e desfilam pela casa. Mas esse tipo de comportamento deve ser alimentado de forma lúdica, como uma brincadeira. Apoiar a vaidade de uma criança, segundo psicólogos, pode trazer sofrimento psíquico no futuro.
Não há mal nenhum em querer vestir as garotinhas com roupas cheias de estilo. Há que se atentar, porém, aos excessos. Maquiagens podem causar dermatite, e sapatos de salto interferem na estabilidade dos pés e tornozelos
A moda infantil precisa ser tratada com atenção, pois se refere a seres em desenvolvimento constante. A criança ainda não sabe quem ela é de fato, não formou sua própria noção de identidade. Cabe aos pais ditar os limites e as responsabilidades. Começando pela maneira de se vestir.
Não há mal nenhum em querer vestir as garotinhas com roupas cheias de estilo. Há que se atentar, porém, aos excessos. Maquiagens podem causar dermatite, e sapatos de salto interferem na estabilidade dos pés e tornozelos. As roupas devem possuir tecidos com elasticidade, ser produzidas com materiais e cortes que não gerem incômodos à pele sensível e não prendam os movimentos. As vestimentas, desde a casual até a de festa, devem ser feitas para dar liberdade para que elas pulem, corram e suem, como é de se esperar que façam. Sem que, para isso, deixem de ser estilosas e antenadas nas tendências.
Afinal, se a moda é a tradução de emoções e personalidades, que ela reflita, então, a infância real: pura e cheia de energia.
Felipe ChavesCanguru News
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