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Hepatite A acomete mais crianças e adolescentes
Por Thelma Flosi Gola

O TERMO “HEPATITE” significa “inflamação no fígado”. A doença pode ser causada pela ingestão de álcool, medicamentos ou infecções, principalmente, as de origem viral. A hepatite A é a mais comum no mundo e é causada por um vírus que acomete especialmente crianças e adolescentes. No entanto, também pode ser
diagnosticada em adultos e idosos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se a ocorrência de aproximadamente 1,4 milhão de casos novos por ano. Ainda segundo a instituição, o Brasil é considerado uma área de média prevalência da hepatite A. A transmissão da doença ocorre de forma fecal-oral e acontece por meio da ingestão de alimentos ou água.
A imunização é altamente eficaz e já vem sendo utilizada para prevenir a doença desde 1991
contaminados pelo vírus da hepatite A. Os sintomas clínicos variam. O paciente pode não sentir nada, porém há casos em que a doença evolui para um estágio grave, que pode culminar com uma hepatite fulminante, associada à insuficiência hepática aguda. De um modo geral, os pacientes sintomáticos apre-
sentam icterícia (amarelamento dos olhos e da pele), prostração, febre, anorexia, emagrecimento, náuseas, vômitos e dor abdominal. O diagnóstico, comumente, é realizado por meio de métodos laboratoriais (sorologias), e seu resultado pode demorar dias. Não há tratamento específico para a hepatite A. São prescritos medicamentos que aliviam os sintomas, além de repouso e restrições alimentares. A ingestão de álcool e de gorduras não entra na dieta. Durante o tratamento, é importante monitorar o acometimento do fígado por meio de exames seriados de enzimas hepáticas e de análise dos fatores de coagulação.
A melhor forma de prevenir a hepatite A é a implementação de medidas que visam a melhorias nas condições de higiene pessoal e de saneamento básico.
Em 1996, a hepatite A foi incluída na lista de doenças de notificação compulsória. Desde então, essa doença começou a fazer parte das ações de vigilância epidemio-
lógica no país. O simples ato de lavar as mãos antes das refeições, antes da preparação de alimentos e depois de
utilizar o banheiro já reduz muito a possibilidade de transmissão do vírus.
Também existe a vacina contra a hepatite A. A imunização é altamente eficaz e já vem sendo utilizada para prevenir a doença desde 1991. No Brasil, apenas em
2014 a vacina foi incorporada à rotina do Programa Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde, o SUS. Ela deve ser tomada em duas doses, em um inter-
valo de seis meses. Conhecer a hepatite A e ajudar a combatê-la é um dever de todos.
Thelma Flosi Gola é infectologista do Instituto Clinics, grupo de médicos de diversas especialidades do Rio, do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do hospital Copa D ?Or. Além disso, ela é professora na UNIGRANRIO.
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