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Em falta há vários meses, vacina contra meningite B chega a laboratórios
Da Redação

Em falta há vários meses, a vacina contra a meningite B está disponível a partir desta sexta-feira (26) na rede de laboratórios São Marcos, em Belo Horizonte, que recebeu um grande lote do produto.
Lançada em 2015, a vacina Bexsero® é motivo de busca constante dos pais preocupados em oferecer essa proteção a mais para seus filhos. Mas, importada de um fabricante europeu, sua disponibilidade tem sido aquém da demanda nos últimos meses.
Bebês e crianças de até quatro anos de idade têm mais risco de contrair a doença com um segundo pico de incidência em adolescentes. Viajantes para áreas com níveis endêmicos de doença meningocócica também entram nessa lista.
Segundo o gerente de vacinas e infectologista do Laboratório São Marcos, Adelino Melo, bebês com idade entre 2 a 5 meses precisam tomar três doses da vacina. Em crianças com faixa etária entre 6 e 11 meses, a recomendação é de duas doses. Nesses casos, elas devem receber uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de idade. A partir dos 12 meses de idade, a vacina é indicada em duas doses, sem necessidade do reforço. O intervalo mínimo entre as doses é de 2 meses.
“Estes são os grupos de maior risco, porém, a vacina pode ser aplicada em pessoas com até 50 anos de idade. Ela é recomendada de forma rotineira para crianças de outras faixas etárias e adolescentes”, explica o médico.
A vacina contra a meningite tipo B não está disponível nos postos de saúde, apenas em laboratórios privados. Desde 2010, a vacina contra a meningite C foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação do SUS, mas não há previsão para que a do tipo B também seja integrada.
O serviço de vacinação contra a meningite B pode ser encontrado em dez pontos da rede dos laboratórios São Marcos em Belo Horizonte e Região Metropolitana. São eles: Buritis, Castelo, Centro de Contagem, Floresta, Lourdes, Mangabeiras, Prudente, Savassi, Serra e Venda Nova. Quem optar pelo atendimento domiciliar pode agendar pelo telefone 2104-0100.
Saiba mais sobre a meningite
A meningite é uma das doenças que mais afligem mães e pais. Não é à toa. Em 2014, o Ministério da Saúde registrou 17 mil casos de todos os tipos, o que abrange agentes de origem bacteriana, viral, parasitária ou fúngica. Cerca de metade dos casos são atribuídos a infecções bacterianas. As bactérias Neisseria meningitidis, também conhecidas como meningococos, são a segunda causa de meningite bacteriana e podem ser divididas em 5 subtipos: A, B, C, W e Y.
Caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, a meningite tem como modo mais comum de contágio o contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
As meningites de origem bacteriana são as mais graves e podem causar sequelas neurológicas, auditivas, visuais, motoras, dentre outras. Sem o tratamento adequado, a mortalidade chega a 50%. A doença tem evolução rápida e deve ser tratada imediatamente. Os principais agentes causadores são as bactérias dos tipos meningococos, pneumococos e hemófilos, transmitidas pelas vias respiratórias ou associadas a quadros infecciosos de ouvido, por exemplo.
Os sintomas aparecem rapidamente. São eles: indisposição, febre alta, dor nas costas, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço e rigidez de nuca. Em alguns casos, surgem manchas vermelhas pelo corpo. Nos bebês, a abertura nos ossos do crânio, também conhecida como fontanela ou moleira, fica elevada.
O diagnóstico da meningite bacteriana é feito a partir da avaliação clínica e do exame do líquor, líquido que envolve o sistema nervoso, para identificar o tipo do agente infeccioso envolvido. Se houver suspeita da doença, é preciso iniciar o tratamento a base de antibióticos endovenosos.
Texto atualizado às 21h46
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