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Muito além dos brinquedos: o que desejam os pequenos neste Dia das Crianças?
No primeiro Dia das Crianças com restrições mais leves e retomada gradual do convívio social e das aulas presenciais, os desejos dos pequenos vão muito além dos brinquedos. A Canguru News ouviu depoimentos que revelam como as crianças necessitam resgatar rotinas de vida que tinham antes da covid-19. Passear sem máscara, ir na casa de um amigo, tomar picolé no parque: desejos reprimidos pela pandemia que, num futuro breve, esperamos, serão atendidos.
Pedro, 4 anos, ama futebol e é fanático pelo Clube Atlético Mineiro. “Quero ir ao jogo do Galo com a torcida e o mascote”, afirmou. Sua irmã Maria, 6 anos, quer passear na pracinha com a mãe. “Quero passear, tomar sorvete e picolé que é muito bom!”
As irmãs Clara e Laura, de 7 e 4 anos, mostram empolgação por um passeio marcado no Dia das Crianças, algo inviável no ano passado e antes da vacinação. “No Dia das Crianças eu queria ir no parque aquático”, disse Laura. “Eu também”, emendou Clara.
Os irmãos Júlia, Bernardo e Lucas, de 7, 9 e 10 anos, se mudaram para São Paulo com os pais durante a pandemia. Bernardo tem saudades dos amigos de Belo Horizonte e quer revê-los. “Quero abraçar os meus amigos e ir para BH, onde a gente morava.” Lucas só pensa no fim da pandemia “Eu queria que o covid acabasse, que eu pudesse ver os meus amigos, familiares e andar sem máscara.” Já Júlia quer a vida sem restrições. “Eu quero que a gente possa andar sem máscara, ver os amigos, dormir na casa deles e sair de avião.”
Os irmãos Pietro, Lucca e Enrico, de 11, 8 e 3 anos, também sentem falta de sair de casa. Pietro planeja uma viagem com a família, que foi cancelada por causa da pandemia. “Quando eu fiz 10 anos, o meu presente de aniversário foi uma viagem para o Beto Carrero, mas tiveram que cancelar por causa da pandemia”. Lucca mal pode esperar para ir ao seu restaurante preferido. “Eu quero ir no restaurante com toda a minha família porque a pandemia não deixou a gente ir mais. Eu comia bastante, pedia picolé e brincava.” “Quero comer picolé no parque”, conta Enrico.
Fome de interação social
A psicoterapeuta infanto-juvenil Layza Gentil considera curioso que as crianças estejam pedindo mais momentos com a família e os amigos do que brinquedos, e reforça que observado, em seu consultório, que elas estão sentindo bastante falta de interação social.
“Sei que os pais se desdobraram para praticar brincadeiras neste período, mas foi impossível suprir a necessidade de contato social das crianças. Mesmo depois do retorno às aulas, as brincadeiras típicas de crianças foram adaptadas para evitar o contato físico com os colegas. Esses pedidos mostram a necessidade de sair e interagir”, explica.
Layza explica que a falta convívio social, a alteração da rotina e a necessidade de ficar sempre no mesmo ambiente, sobretudo no período de isolamentos parciais gerou muita ansiedade nas crianças. Segundo ela, a diminuição das restrições e a possibilidade de voltar a ter mais contato com amigos e familiares trará ganhos em relação ao desenvolvimento socioemocional, impactado pela pandemia.
“É brincando que a criança aprende e é na interação que ela se desenvolve. O grande presente para as crianças é poder voltar o máximo possível para essa normalidade. Eu acho que agora é o momento da retomada, mesmo que seja aos poucos, já que a pandemia ainda não acabou. Esse retorno terá um impacto muito positivo na vida das crianças.” Abaixo, as crianças ouvidas para esta matéria falam em vídeo sobre seus desejos para o dia criado em sua homenagem.
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Norah Lapertosa
Jornalista com experiência em TV e mídias sociais. Atua como repórter no Grupo Bandeirantes de Comunicação. É apaixonada por crianças e pelo universo infantil, além de ser tia do casal de sobrinhos Pedro e Maria.
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