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De forma lúdica e interativa, grupos do Rio oferecem atividades aos pequetitinhos

Por Luciana Ackermann
Pais e mães sabem: bolinhas de sabão, fantoches de bichinhos, peixe-voador, tambores, pandeiros e chocalhos de diferentes formatos e tamanhos são alguns dos elementos usados nos encontros semanais de bebês que acontecem em uma charmosa vila no bairro Botafogo. É o projeto Catavento – Músicas & Histórias, criado no início de 2014 pela atriz, arteterapeuta e contadora de histórias Vanessa Lobo e que vem funcionando no Espaço Clínica de Psicoterapia. Sempre acompanhada por um músico, que a ajuda na voz e no violão, Vanessa desenvolve uma espécie de aula, despertando a curiosidade e a participação de bebês de 6 meses até 3 anos.
Os encontros são semanais, duram 50 minutos e têm no máximo oito crianças por turma. Um adulto responsável – pais ou babás – precisa estar com o bebê. “É uma experiência sonora, visual e tátil. Eu me entristeço ao ver a infância perdida em games e tablets.
Quis fazer algo que estimulasse a capacidade criativa das crianças”, contou Vanessa em uma quinta-feira chuvosa de abril, após apresentar o Sítio do Seu Lobato, com direito a muitos bichos: leão, sapo, cavalo, vaca, cobra, cachorro e pato. A cada novo animal que surgia no sítio, os pequenos reagiam com surpresa. Além dos fantoches, muitas canções infantis tradicionais sempre são cantadas com a participação dos pais e das babás, que também recebem alguns instrumentos.
Cristina Lázaro Loureiro Reisinger, mãe de Eduardo, de 1 ano e 1 mês, leva o filho aos encontros há sete meses e adora a experiência. “Vejo a empolgação do Dudu, especialmente com o violão. Percebo que a música ajuda no desenvolvimento dele. Estou em licença-maternidade, é muito bom para mim também, um momento de espairecer, sair de casa, fazer novas amizades”, afirmou Cristina.
A chef de cozinha Juliana Salmon, mãe dos gêmeos Nicolas e Marcela, de 10 meses, estava feliz da vida porque o menino havia dado o primeiro passinho em busca de um chocalho em formato de ovinho.
Enquanto Nicolas fica encantando com a música, Marcela agita as perninhas e fica toda prosa no momento da ciranda, atividade que sempre encerra os encontros. “Os dois já reconhecem o local, adoram vir para cá. Eles se divertem, têm contato com outras crianças, com a música, algo muito diferente dos brinquedos eletrônicos”, afirmou Juliana.
Hora do bebê
Trabalho semelhante é realizado no Humaitá e na Tijuca. Na linha de frente está Marcela Terry, psicóloga e musicista com experiência em educação infantil, que, ao identificar a falta de opções para os pequenininhos além das creches e das pracinhas, criou, em 2008, o Cirandinhas Bebê e Cia, projeto que promove atividades educativas, com linguagens artísticas variadas, no qual a musicalização é o forte. O trabalho envolve também o movimento, a literatura e um pouco de artes plásticas.
Há seis grupos regulares que se encontram duas vezes por semana, quatro deles no Centro Integrado Bella Gestante e os outros dois no Teatro Rosane Gofman. “Socialização intensa com interação entre outros bebês e adultos é uma das nossas propostas.Os bebês amam estar em companhia, querem chegar perto, imitam e aprendem uns com os outros. Essa interação ajuda no momento de adaptação às creches. Ouvem música com todos os sentidos, mexem nos instrumentos, colocam na boca, descobrem os sons e, aos poucos, desenvolvem o ritmo”, explicou Marcela, que também costuma organizar sarauzinhos e eventos temáticos. Estão no repertório do Cirandinhas Palavra Cantada, Bia Bedran, Dorival Caymmi e Luiz Gonzaga, entre outros.
Tanto o Catavento – Músicas & Histórias como o Cirandinhas Bebê e Cia oferecem a possibilidade de levar seus projetos a diferentes bairros a partir da organização das mães para a formação de novos grupos. As atividades podem ser feitas no playground dos prédios ou em salas amplas.
MAIS INFORMAÇÕES
www.facebook.com/catavento.musicashistorias
www.facebook.com/cirandinhas.bebeecia
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Canguru News
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