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Ensinar a criança a ser cortês e gentil: o exemplo começa pela família
Precisamos pensar constantemente no tipo de educação que estamos dando a nossos filhos, a que almejamos e esperamos que eles aprendam. No lugar de pensar que mundo estamos deixando para nossos filhos, o correto seria que filhos estamos deixando para esse mundo.
Sabemos que é difícil e trabalhoso educar filhos para que sejam felizes, sérios e realizados. Infelizmente, estragá-los é tarefa bem mais fácil, podemos fazê-lo por meio do desamor, regras não claras, desencontro de comunicação entre os pais e agressividade (seja física ou emocional).
Ter um filho bem educado pressupõe muito empenho e investimento pessoal na vida dos pequenos e dos grandinhos também.
Dá muito trabalho sim, tanto mental quanto físico. Chega a ser exaustivo, mas vale a pena. Ser cortês é ter respeito e consideração para com os outros. É estar ciente dos sentimentos dos outros, importar-se de verdade.
Desenvolver em nossas crianças um espírito cortês é estimular a constituição de um sujeito gentil e solidário, capaz de lidar com diferentes pessoas e situações. Existem atitudes do cotidiano, por exemplo, que podem ser meios para o ensinamento da cortesia e gentileza.
Mais do que regras de etiqueta ou de bons modos, algumas ações como pedir “por favor”, “com licença”, saber esperar a sua vez e respeitar os mais velhos, são aspectos importantes para a construção do cidadão ético (sem falar que são princípios cristãos). São valores preciosos.
No caso de se dizer “por favor”, um primeiro passo para que as crianças aprendam é ouvir essas duas palavrinhas dentro e fora de casa.
Se esse for um hábito diário entre os adultos e for proporcionado o exemplo, será mais fácil cobrar o mesmo comportamento de nossos filhos.
E a aprendizagem é um processo, pode demorar um tempo. Não desistam, insistam.
Seja na fila do parque ou na disputa de um brinquedo, é comum ver uma criança inquieta e com dificuldades em saber esperar a sua vez. É preciso ter paciência para que, aos poucos, os pequenos aprendam a ser mais tolerantes e passem a praticar a cortesia e gentileza. Vale a pena repetir, mesmo para os mais grandinhos, que “tudo tem a sua hora”. A criança precisa saber que chegará a sua vez; mas, isso também precisa ser mostrado com
ações dos adultos, como respeitar a vez no trânsito, não furar a fila no banco, não reclamar enquanto espera o balconista da padaria… Nós damos o exemplo?
Além disso, é importante lembrar que as crianças são educadas não somente pelas famílias e pela escola. Nos dias de hoje, as mídias sociais, as propagandas e youtubers influenciam fortemente na formação de nossos jovens e crianças. Queremos que nossos filhos cresçam e alcancem a maturidade, que sejam gentis e cordiais, honestos e éticos… Que não destruam o planeta e também que aprendam a respeitar a vida e o outro. Então, fique de olho no que seu filho assiste, lê ou quem ele segue na internet.
É observado que as crianças que são estimuladas desde cedo com atitudes e contexto de respeito, paciência, cortesia e gentileza, se tornam, em sua maioria, adultos mais sensatos, éticos e cordiais. Não somos – nem deveremos querer ser – perfeitos para os mais novos. Mas podemos e devemos controlar nossos impulsos, nossa ira, e mostrar maturidade: contenção, reconhecimento, atos gentis, controle das
nossas emoções. Somos exemplo!
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Iolene Lima
Iolene Lima tem 4 filhos adultos (Rafael, Pedro, Mateus e Rebeca). É pedagoga, pós-graduada em psicopedagogia clínica e institucional. Tem especializações em gestão de instituições escolares, qualidade educacional e alfabetização. Dá formação para professores, palestras para pais e consultoria a gestores escolares.
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