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Cauda de sereia é divertida, mas pode ser muito perigosa, alerta Inmetro
Da Redação
A garotinha, toda feliz, tampa o nariz com os dedos e mergulha em uma piscina, balançando a bela cauda de sereia azul no ar. Sua mãe acompanha ao lado e, ao perceber que a filha não volta à superfície, tem que fazer um resgate urgente da criança. O vídeo, que teve milhares de visualizações no Youtube, mostra um dos riscos dessas caudas que se tornaram moda entre adultos e crianças em todo o mundo.
Foi por causa desse vídeo que o Inmetro decidiu emitir um alerta para os pais sobre os riscos do produto, que amarra as pernas do usuário e atua como uma nadadeira, permitindo que crianças e adultos nadem como uma sereia. “Estudo recentemente elaborado pelo Instituto identificou diversos perigos ligados à utilização e ao funcionamento do produto”, que pode levar a afogamento e até morte, segundo o Inmetro.
Diz o instituto: “No Brasil, caudas de sereia podem ser encontrados em lojas físicas e virtuais, chegando a custar de valores mais econômicos até algumas centenas de reais. Há também vídeos que explicam como confeccionar artesanalmente a cauda de sereia. Os principais fornecedores recomendam o uso do artefato para crianças maiores que 6 anos, advertindo que elas devem ser boas nadadoras e devem aprender a se movimentar com o produto antes do primeiro uso. Devem também utilizar a cauda de sereia somente em piscinas em seu alcance na profundidade, sendo supervisionadas durante o uso.”
Além do afogamento, outros riscos são a suspensão prolongada da respiração, que pode provocar desmaios, e a sucção de cabelos longos pelo ralo das piscinas. “Diante dos riscos relacionados ao uso do produto cauda de sereia por crianças, alertamos a sociedade para os devidos cuidados. A permanência de crianças sem a supervisão de um adulto em recintos de piscina ou praias não deve ser permitida em hipótese alguma para que se evitem afogamentos, ainda mais quando se utiliza um produto que cerceia os movimentos”, afirma Annalina Camboim, Diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro.
A ONG Criança Segura revela que, no Brasil, os afogamentos são a segunda maior causa de morte e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças com idade de 0 a 14 anos. Em 2013, 1.107 pessoas dessa faixa etária morreram vítimas de afogamento, o que representa uma média de três óbitos por dia, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Diante destes números, o Inmetro está elaborando um estudo técnico sobre segurança em piscinas, com vistas a avaliar, entre outros aspectos, os riscos ao usuário envolvendo este ambiente aquático.
CLIQUE AQUI para ver algumas dicas para manter a segurança nas piscinas.
Canguru News
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