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Afogamento seco: o perigo pode aparecer bem depois, quando você acha que seu filho já está salvo
Um episódio de afogamento ou de “quase” afogamento é um trauma para a criança e para a família. São segundos de desespero, que parecem durar uma eternidade. Mesmo quando dá tudo certo e a criança fica bem, mesmo depois de engolir um pouco de água, chorar, tossir e ficar irritada, dá até uma tremedeira, enquanto você imagina os piores cenários que poderiam se desenrolar. Mas passou.
No entanto, mesmo depois do susto, ainda é preciso ficar de olho, para evitar riscos que podem chegar mais tarde. Já ouviu falar em “afogamento seco” ou “afogamento tardio”? Embora não sejam termos médicos oficiais, os nomes circulam em grupos de pais e na internet e ajudam a destacar situações que requerem atenção.
Acontece quando a criança começa a tossir de novo, fica mole, reclama de cansaço ou parece “estranha”, horas depois do episódio do engasgo ou aspiração de água. Embora seja um palpite popular, a ideia de que é “água parada no pulmão” é boato. O que acontece é que algumas crianças podem desenvolver irritação e inflamação nos pulmões, o que pode atrapalhar a respiração nas horas seguintes. É uma situação rara, mas é um risco real e, por isso, é prudente não descartar a possibilidade.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que afogamento é uma das principais causas de morte acidental na infância e que qualquer evento com água envolvendo criança deve ser tratado com seriedade, especialmente quando há sinais respiratórios. O principal, é: não é para entrar em pânico, mas não minimizar.
Sinais importantes!
Alguns sintomas a que os adultos devem ficar atentos após um acidente na água, mesmo quando horas já se passaram, são:
- Tosse persistente ou que volta, depois de ter melhorado
- Dificuldade para respirar, respiração rápida ou “puxando” o ar
- Chiado, ruído no peito ou sensação de aperto/dor torácica
- Sonolência fora do normal, cansaço excessivo, moleza
- Mudança de comportamento (confusão, irritação incomum, apatia)
- Vômitos repetidos após o episódio
- Lábios arroxeados ou palidez intensa
Se qualquer um desses sinais aparecer depois de um engasgo ou susto na água, procure avaliação médica imediatamente. Quando há piora respiratória mais tarde, cada hora conta. Se, de fato, for uma resposta inflamatória ou um comprometimento respiratório após a aspiração de água, o quadro pode evoluir nas primeiras horas.
Vale ressaltar, é claro, que o ideal é prevenir tudo isso, com cuidados de segurança que evitem os afogamentos, em geral. O que salva vidas é manter sempre uma supervisão ativa às crianças na água, seja na piscina, no mar, no banho… E nada de ficar no celular ou distraído, nem de achar que tem bastante gente e que, certamente, tem alguém olhando. É importante nomear um responsável, que tenha foco exclusivo na missão.
Use também barreiras de proteção (como cerca ou coberturas em piscinas) e tenha atenção aos sintomas depois de qualquer incidente. A prevenção é a medida mais eficaz e a supervisão de perto é insubstituível, especialmente com crianças pequenas.
Lembre-se: o susto pode até acabar na piscina, mas, em certos casos, o perigo vem justamente quando todo mundo já baixou a guarda. Fique de olho!
Fontes: Academia Americana de Pediatria (AAP) e Safer Kids
Canguru News
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