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A importância de dizer não
Por Daniele Franco – Uma coisa que deixa a maioria das mulheres entristecida é ouvir “mãe, você é muito chata”. Afinal, quando se chega à maternidade, tudo o que se quer é ser a melhor mãe de todas e fazer o melhor para os filhos. Mas fazer o que as crianças consideram “melhor” nem sempre é o ideal. Crianças gostam de se divertir e praticar atividades lúdicas, que não venham como uma exigência. Tomar banho, escovar os dentes, comer salada, ir à aula e várias outras obrigações acabam sendo verdadeiros suplícios para a garotada. Para eles, uma mãe legal seria aquela que não os obrigasse a realizar essas tarefas.
Nutricionista e apresentadora do programa Socorro! Meu Filho Come Mal, do canal por assinatura GNT, Gabriela Kapim não é muito diferente das outras mães no trato com sua filha, Sofia. Para convencer a pequena de que ela só queria seu bem, fez uma pequena brincadeira. Perguntou o que a faria ser uma mãe “legal” e anotou todas as coisas que a menina foi falando. Ao terminar, escreveu ao lado de cada item as consequências de fazer tudo o que a filha queria. Resultado: Sofia entendeu que “mãe chata cuida bem dos filhos”. Segundo Gabriela, é importante que as crianças tenham essa consciência, de que tudo o que a mãe faz é para o bem delas.
Com a alimentação, é necessário que as famílias tenham o cuidado de ensinar aos filhos o que faz bem. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, também é preciso ouvir a criança. E entender que muitas das reclamações têm fundamento. “Certa vez atendi uma criança que não gostava de comer na mesa, o que é muito comum”, contou. “Quando quis saber o motivo, ela me disse que o móvel era muito alto. E não era confortável comer com ele tapando seu nariz.” Outra dica importante é nunca mentir para a criança, mesmo que o objetivo seja evitar que ela coma besteiras. Se os pais dizem, por exemplo, que batata frita tem gosto ruim, assim que a criança provar e gostar, vai começar a questionar tudo o que eles falam. Confiança é fundamental. É preciso saber dizer não. E é importante também que os pais se façam entender, usando argumentos sólidos e sem mentiras.
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