8 coisas que seu filho aprende com os Jogos de Inverno, mesmo vivendo longe da neve

Muito além do pódio, as modalidades na neve e no gelo ensinam às crianças sobre persistência, trabalho em equipe, emoções – e até ciência!
As modalidades de inverno são cheias de regras específicas. Para as crianças, isso reforça a ideia de que combinar regras não é “chato” Foto: Freepik

Esqui, patinação, snowboard, curling… À primeira vista, os Jogos de Inverno parecem “só” uma competição cheia de manobras impressionantes e paisagens congeladas, algo que parece muito distante da realidade de quem vive nos trópicos. Mas, quando as crianças assistem (ou até experimentam versões adaptadas dessas modalidades), elas entram em contato com lições valiosas que vão muito além do esporte: aprender a cair e levantar, lidar com frustrações, respeitar regras, torcer sem desmerecer o outro e perceber que disciplina e treino fazem diferença.

Nas Olimpíadas de Inverno deste ano, que acontecem em Milão, na Itália, teve até uma inspiração concreta e uma mostra de que tudo é possível: o esquiador brasileiro Lucas Pinheiro ganhou um ouro inédito, com slalom gigante. É muita emoção!

Aqui, alguns aprendizados que os pequenos podem aproveitar (e os grandões também!):

1) Persistência: cair faz parte

Nos esportes de inverno, quedas são comuns. E nem por isso os atletas param. Para a criança, isso vira uma aula prática de resiliência: errar não significa fracassar, e sim tentar de novo.

2) Controle emocional

Em modalidades como patinação artística, salto com esqui e snowboard, a pressão é enorme. Assistir aos atletas respirando fundo, se concentrando e retomando o foco ajuda os pequenos a entenderem que ansiedade e nervosismo existem — e podem ser administrados.

3) Trabalho em equipe: ninguém vence sozinho

Hóquei no gelo, curling e revezamentos deixam claro que o resultado depende do grupo. É um ótimo gancho para conversar sobre cooperação, respeito e responsabilidade.

4) Regras e respeito

As modalidades de inverno são cheias de regras específicas. Para as crianças, isso reforça a ideia de que combinar regras não é “chato”: é o que torna o jogo justo e possível.

5) Lidar com vitória e frustração

A criança vê atletas comemorando, chorando, se abraçando e se consolando. É um retrato real das emoções, além de representar uma chance de falar sobre perder sem se sentir menor, e ganhar sem humilhar.

6) Disciplina e treino

Ninguém chega lá “do nada”. Existe rotina, repetição, muito treino, preparo físico e mental. É um lembrete importante para crianças que estão aprendendo qualquer habilidade, do esporte à leitura.

7) Curiosidade sobre o mundo

Os Jogos são uma vitrine de culturas: bandeiras, idiomas, tradições e histórias de atletas de lugares muito diferentes. Isso amplia repertório e incentiva empatia.

8) Ciência na prática: gelo, velocidade e equilíbrio

A criança pode não perceber, mas está vendo física em tempo real: atrito, gravidade, velocidade, equilíbrio, aerodinâmica. Dá para puxar conversas simples e divertidas do tipo: “Por que será que os patins deslizam?” ou “Por que o esqui não afunda na neve?”.

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