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10 coisas que os pais precisam saber sobre puberdade precoce
De repente, aquela criança que era um bebezinho começa a mudar. Surgem pelos, cheiro nas axilas, acne, crescimento dos seios nas meninas, aumento do pênis e dos testículos nos meninos, mudança de voz, estirão… E, junto com tudo isso, vêm também as mudanças emocionais. Tudo parece tão rápido! E em muitos casos, não é só impressão, não.
Puberdade precoce é quando as mudanças típicas da puberdade começam antes do esperado: antes dos 8 anos nas meninas e antes dos 9 anos nos meninos. É preocupante porque o adiantamento do processo pode afetar a criança em várias frentes ao mesmo tempo: emocionalmente (por se sentir diferente, ter vergonha do corpo, sofrer bullying e apresentar mudanças de comportamento), fisicamente (porque o amadurecimento ósseo pode acelerar e fazer a criança parar de crescer mais cedo, comprometendo a altura final) e também do ponto de vista de proteção, já que um corpo mais “adulto” pode fazer com que a criança seja tratada como mais velha do que realmente é.
O Brasil não tem uma taxa consolidada que mostre quantas crianças sofrem de puberdade precoce no Brasil, porque a condição não é monitorada de forma padronizada em todo o país. No entanto, alguns estudos, análises científicas e observações de serviços de saúde estimam que é um quadro muito mais comum em meninas (podendo ser de 10 a 20 vezes mais frequente do que em meninos) e que houve aumento de procura por atendimento em alguns períodos, especialmente durante e após a pandemia.
Para ajudar os pais, reunimos 10 informações fundamentais para ajudar a prevenir, identificar e a buscar ajuda, quando necessário. Confira:
- Puberdade precoce tem uma definição bem clara
A puberdade é considerada precoce quando começa antes dos 8 anos nas meninas e antes dos 9 anos nos meninos. Esse corte é usado por médicos porque, abaixo dessas idades, as mudanças podem ter impactos importantes no corpo e no emocional.
- Não é só “crescer rápido”
Os sinais físicos mais comuns da puberdade incluem:
- Pelos pubianos e nas axilas
- Axilas com cheiro mais forte
- Acne
- Desenvolvimento dos seios (meninas)
- Aumento do pênis e testículos (meninos)
- Voz mais grossa (meninos)
- Estirão de crescimento
Essas mudanças podem vir acompanhadas de oscilações de humor, vergonha do corpo e maior sensibilidade.
- Impacto emocional
A puberdade precoce pode afetar bastante o bem-estar emocional e social da criança. Crianças que experimentam a puberdade precoce podem se sentir diferentes em relação aos seus colegas, o que pode afetar a saúde mental, resultando em isolamento e mudanças de comportamento. É mais do que uma questão hormonal: é também uma questão de pertencimento.
- Mais bullying
Esse é um ponto delicado, mas é importante abordar. Crianças com puberdade precoce podem estar em maior risco de sofrer bullying e até abuso sexual, justamente por aparentarem ser mais velhas do que são. Por isso, além do acompanhamento médico, a conversa e a proteção emocional também são parte do cuidado.
- A criança pode ficar mais alta primeiro e parar de crescer antes
No começo, a criança pode parecer “adiantada” e mais alta que os colegas. Só que, como os ossos amadurecem mais cedo, ela também pode parar de crescer antes. Se não for acompanhada e tratada quando necessário, pode haver comprometimento da altura final.
- Meninas têm mais chances
A puberdade precoce aparece com mais frequência em meninas do que em meninos porque o sistema hormonal que inicia a puberdade nelas é naturalmente mais “sensível” e começa mais cedo, além de ser mais influenciado por fatores como genética e gordura corporal (o que ajuda a explicar a relação com sobrepeso). Já nos meninos, esse quadro é mais raro e, quando acontece, quase sempre está ligado a causas médicas específicas, por isso, aparece menos nas estatísticas.
- Várias causas
A puberdade precoce acontece quando há um aumento antecipado dos hormônios sexuais no sangue. Isso pode ocorrer por diferentes motivos, como produção precoce dos hormônios pelas glândulas, exposição a substâncias com hormônios sexuais, doenças das glândulas adrenais, tumores nos testículos ou no cérebro, tumores ou cistos nos ovários ou síndromes genéticas, entre outros. Em alguns casos, não se identifica uma causa específica.
- Sedentarismo e obesidade podem ter a ver com isso
Os casos aumentaram consideravelmente nos últimos anos e, nesse contexto, sedentarismo e obesidade (agravados pela pandemia) são citados como fatores que podem estar ligados a esse aumento. Hoje, sabe-se também que a puberdade precoce pode ser mais comum em crianças que nasceram com baixo peso, crianças obesas, meninas cujas mães menstruaram mais cedo ou crianças com histórico familiar (inclusive do lado paterno).
- Busque ajuda!
Diante de suspeita, o ideal é levar a criança para avaliação com endocrinologista pediátrico. O diagnóstico costuma envolver história clínica, exame físico, exames de sangue para dosagem hormonal e, em alguns casos, exames de imagem.
- Existe tratamento
O tratamento varia de acordo com o motivo da puberdade precoce e pode envolver tratar a doença de base (como hipotireoidismo, por exemplo), cirurgia (se houver tumor), medicamentos que bloqueiam a produção dos hormônios sexuais, pausando a puberdade e acompanhamento psicológico, quando necessário. O objetivo é interromper e, se possível, reverter o desenvolvimento sexual e retardar o amadurecimento ósseo.
Canguru News
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